A menor célula de combustível do mundo acaba de ser anunciada por um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos. Com apenas 3 milímetros de comprimento por 1 mm de espessura, a célula poderá ser usada no desenvolvimento de minúsculos geradores de eletricidade a partir do hidrogénio, substituindo as actuais baterias que alimentam telemóveis e outros aparelhos eletrónicos.
Em comparação com as baterias, as células de combustível são capazes de armazenar mais energia no mesmo espaço. Nop entanto, as baterias são muito mais fáceis de fabricar do que as pequenas bombas e os componentes eletrónicos de uma célula de combustível. Além disso, as minúsculas bombas necessárias podem consumir mais energia do que gerariam.
A novidade do grupo de Saeed Moghaddam, na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, descrita pela revista New Scientist, é um dispositivo capaz de gerar energia sem a consumir. A célula é composta por apenas quatro componentes. Uma fina membrana separa um reservatório de água de uma compartimento localizado abaixo, que contém um metal hídrido. Ainda mais abaixo estão montados os electrodos.
Minúsculos furos na membrana fazem com que as moléculas de água atinjam o compartimento adjacente na forma de vapor, que reage com o metal hídrido para formar o hidrogénio. O gás preenche o compartimento e empurra a membrana para cima, bloqueando a água. O hidrogénio é gradualmente esgotado à medida que reage com os electrodos para criar um fluxo de eletricidade. Quando a pressão do hidrogénio cai, pode entrar mais água para manter o processo. Como o dispositivo é muito pequeno, a tensão superficial – e não a gravidade – controla o fluxo de água pelo sistema. Isto significa que a célula funciona mesmo quando movida ou girada, o que é perfeito para aplicações electrónicas portáteis.
O dispositivo empregado no estudo, descrito em artigo no Journal of Microelectromechanical Systems, foi capaz de gerar 0,7 volt numa corrente de 0,1 miliampere durante 30 horas, até acabar o combustível. Mas Moghaddam conta que uma nova versão obteve uma corrente de 1 miliampere na mesma voltagem. O valor é ainda insuficiente para alimentar um MP3, por exemplo, mas segundo o pesquisador, é o suficiente para microrrobots.
O artigo Millimeter-scale fuel cell with onboard fuel and passive control system, de Saeed Moghaddam e outros, pode ser lido por assinantes do Journal of Microelectromechanical Systems (vol. 17, ed. 6) em http://ieeexplore.ieee.org/servlet/opac?punumber=84.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Estados Unidos criam célula de combustível mais pequena do mundo
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Universidade de Coimbra investiga produção económica de hidrogénio
Difundir a utilização da energia solar e tornar o hidrogénio num combustível alternativo aos derivados do petróleo são apostas de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra(FCTUC), que em breve darão lugar a um consórcio com a indústria.
Os dois projectos têm como objectivo o aproveitamento do sol para a produção de energia, a partir do desenvolvimento de sistemas de células solares com utilização de materiais baratos, de existência abundante e biocompatíveis.
Uma das investigadoras está a pesquisar novas células solares utilizando manteriais como o óxido de ferro para encontrar uma forma economicamente viável e limpa de produzir hidrogénio.«Se conseguirmos utilizar a luz solar com a água para produzir hidrogénio e oxigénio, temos a solução ideal. A fotoelectrólise é um sistema fechado, perfeito», explica a investigadora Mónica Barroso.
«O que propomos é uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis», afirma o investigador Luís Arnaut, director do Laser Lab Coimbra, que integra a rede de excelência LaserLab Europe.
Os projectos estão a ser desenvolvidos no Departamento de Química da FCTUC, e no domínio dos materiais, em colaboração com os departamentos de Física e Engenharia Mecânica.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Comissão Americana para as Células de Combustível pede 1,2 milhões de dólares para plano de estímulo às células de combustível
De acordo com a USFCC este investimento dverá criar cerca de 24 mil empregos, além de colocar centenas de veículos a células de combustível e mais de 100 MW de potência em células de combustível nas mãos dos consumidores. Melhorar a eficiência energética, o ambiente e a segurança, são outros dos benefícios, que estão ainda relacionados com a criação de empregos amigos do ambiente e de alta tecnologia, essenciais à economia americana, prossegue ainda a entidade.
Para a USFCC o estado norte-americano deve aplicar 100 milhões de dólares no desenvolvimento de células de combustível, 100 milhões na capacidade de produção americana, 375 milhões para aumentar acções de demonstração, 65 milhões para apoiar o desenvolvimento da cadeia de infra-estruturas necessárias, 350 milhões para acelerar a investigação em parceria com a indústria, 180 milhões para a circulação de células de combustível. A entidade pede ainda a promoção das células de combustível através de impostos e a integração desta tecnologia no plano energético proposto pelo presidente americano eleito, Barack Obama.