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quarta-feira, 24 de março de 2010

Abu Dhabi constrói cidade ecológica *


Abu Dhabi está a construir a primeira cidade ecológica totalmente neutra em efeito carbono e reciclável em Masdar. A cidade vai ter uma capacidade para 110.000 habitantes, dos quais só 50.000 serão residentes e os outros 60.000 serão visitantes diários.


A cidade não terá carros ou autocarros movidos a energia fóssil. A energia necessária para sustentar a cidade virá de painéis solares de energia eólica e da maior estação do mundo a produzir energia com base em hidrogénio.


O governo de Abu Dhabi já investiu 22 mil milhões neste projecto mas espera agora que a iniciativa privada de investimento estrangeiro façam o resto. Os ETFs ligados a empresas de energia solar tem os tickers KWD e TAN.


* Publicado in Visão

segunda-feira, 22 de março de 2010

GM inicia segunda fase do Project Driveway


O Grupo General Motors divulgou na quarta-feira que vai iniciar a segunda fase do Projecto Driveway, um programa de teste de um sistema de propulsão eléctrico movido a células de combustível de hidrogénio.

A primeira fase do projecto, que teve lugar há 30 meses, distribuiu 119 SUV Equinox equipados com um motor movido a electricidade nos Estados Unidos, para serem utilizados no dia-a-dia, de modo que a empresa pudesse melhorar o sistema desenvolvido.

Os veículos de teste percorreram um total de 2,08 milhões de quilómetros desde o início do programa e, de acordo com a GM, permitiram melhorar os sistemas que serão utilizados na nova geração do propulsor. A ideia é que este tenha um volume total de cerca de metade em relação ao sistema anterior – passando a ocupar o espaço equivalente a um motor de 4 cilindros. Conforme revelou a empresa, o novo veículo pode começar a ser produzido em 2015.

«Continuaremos a testar os primeiros modelos do Project Driveway para aprimorar a tecnologia de células de combustível a hidrogénio, as estruturas necessárias, bem como melhorar os objectivos dos veículos eléctricos da GM», explicou Charles Freese, director executivo das actividades ligadas às células de combustível da GM.

Um dos maiores obstáculos para a utilização em larga escala dos modelos movidos a hidrogénio, está no custo da construção das estações de reabastecimento, que custariam 2 milhões de dólares (cada). Uma rede de abastecimento com 12 000 postos nos Estados Unidos, informou a empresa, custaria o equivalente a 24 mil milhões de dólares.

domingo, 14 de março de 2010

Alunos da Secundária de Azambuja projectam hotel amigo do ambiente *


Os alunos do 12ºA da turma de Química da Escola Secundária de Azambuja apresentaram a concurso, no Instituto Nacional da Água (INAG), um projecto inovador que consiste na construção de um hotel auto-sustentável e que promove a eco-eficiência. O projecto vai também ser apresentado no concurso de Jovens Cientistas e Investigadores.

Joana Abreu, Beatriz Ventura, Maria Ana Batalha, Joana Ferreira e Ana Laura Borges são as autoras deste projecto, intitulado H2OTEL, cujo objectivo primário é a preservação dos recursos naturais, optando pela pesquisa de outros que ainda não foram explorados devidamente.

Beatriz Ventura refere que a iniciativa surgiu de uma experiência de físico-química que era a electrólise da água salgada que decidiram explorar no concurso”. “Pensámos primeiro numa barragem, depois numa ETAR e entretanto surgiu a ideia de criar um hotel auto-sustentável”, explica a aluna.

O objectivo é pôr de parte os combustíveis tradicionais e utilizar a energia do sol e o hidrogénio. A inovação do projecto está no provar que a energia solar pode ser transformada e armazenada para posterior utilização sem emissão de gases poluentes.

Maria Ana Batalha explica que sendo Portugal um país com uma grande costa marítima, é fundamental usar esses recursos. “Pensámos por isso em utilizar uma metodologia experimental inovadora, a electrólise da água salgada, que é feita aproveitando a energia solar”.

O processo consiste na extracção da água do mar para alimentar uma piscina de água salgada e no espaço da própria piscina é feita a electrólise da água no intuito de produzir cloro e hidrogénio. O cloro produzido é depois utilizado na desinfecção da piscina e numa pequena Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do próprio hotel. O hidrogénio pode ser armazenado e posteriormente utilizado para produção de energia. Já a energia necessária para efectuar a electrólise é produzida por painéis solares colocados no telhado do hotel e a água resultante da mini-ETAR pode ser utilizada para usufruto do hotel, na rega de jardins e para autoclismos. Este sistema inovador permite poupar o uso de águas subterrâneas ou superficiais, um bem escasso em todo o mundo.

A professora de química, Margarida Duarte, fala do projecto com orgulho, sublinhando que o hidrogénio vai ser o combustível do futuro. “Em vez de utilizarmos o hidrogénio dos hidrocarbonetos, que provocam o efeito de estufa no ambiente, estamos a utilizar a água do mar e a aproveitar um recurso que é abundante em Portugal, que é a água do mar, com efeitos inofensivos para a saúde e para o ambiente”, conclui com a expectativa de que o H2OTEL arrecade o primeiro prémio do concurso.

*Publicado in O Mirante