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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Agência de energia Oeste Sustentável tem nova direcção


Maria Susana Carvalho é a directora da Oeste Sustentável, empresa da Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste. A responsável irá trabalhar na implementação de projectos de soluções inovadoras para a promoção da gestão sustentável dos recursos naturais da região.


A ideia é transformar a região Oeste num pólo de energias alternativas, para torná-la auto-suficiente. A primeira iniciativa passa por colocar 1500 relógios astronómicos em equipamentos de iluminação pública, permitindo o controlo automático da ligação e corte da iluminação pública em função do pôr e nascer do sol, respectivamente. “Vão permitir reduzir entre 30 a 35% a factura eléctrica da iluminação pública já em 2011”, indicou.


Outro dos programas prevê a elaboração de um diagnóstico energético da região para saber onde se poderá reduzir a emissão dos gases com de efeito estufa, numa fórmula adaptada a cada um dos Municípios, porque “cada um tem a sua realidade, recursos naturais e potencialidades diferentes”.


Maria Susana Carvalho quer igualmente realizar um estudo energético das instalações municipais, para que todos os edifícios públicos possam funcionar mais eficientemente. “Por exemplo, após uma vistoria de um técnico a uma piscina Municipal, pode-se saber no final o que fazer para reduzir o consumo em 40% na factura energética”, explicou a responsável.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Primeiro posto de abastecimento de carros eléctricos é inaugurado em Lisboa




Um ano depois do lançamento do programa de mobilidade do carro eléctrico, o primeiro ponto de carregamento da rede piloto foi inaugurado no Parque das Nações, em Lisboa. Portugal tem em marcha a «rede mais moderna, inteligente e integrada em todo o mundo» para abastecimento de automóveis eléctricos, afirmou o Primeiro-Ministro na inauguração. «A entidade gestora vai permitir que qualquer cartão de abastecimento seja aceite em toda a rede. Qualquer cliente de qualquer fornecedor pode abastecer com o cartão Mobi. E em que qualquer posto», afirmou José Sócrates.




«Por detrás deste primeiro ponto, está todo um sistema, uma plataforma integradora que permite que à medida que se acrescentam pontos eles formem uma rede. Este sistema integrado, com inteligência, permite fazer a diferença e tornar esse sistema muito atractivo até no exterior do País», frisou o responsável do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal, João Dias.




A inspiração para o projecto piloto veio da rede multibanco. «O conceito aqui foi o mesmo: fazer com que um utilizador, com um único cartão, tivesse acesso a todas as estruturas, todos os pontos de carregamento da rede Mobi.E», explica João Dias. Assim, os utilizadores vão ter possibilidade de escolher um cartão associado a uma das empresas que «comercializa» a mobilidade eléctrica e poder carregar o seu carro em qualquer ponto do País, independentemente de quem lhe está a facturar a electricidade.



Os custos de carregamento dos carros eléctricos deverão ficar entre 1,5 euros e 4,5 euros por cada 100 quilómetros, sendo que o valor mais baixo diz respeito a um automóvel abastecido durante a noite, na casa do proprietário, num regime de tarifa bi-horária. Já o preço mais elevado deverá corresponder a um posto de carregamento rápido, que reduz o tempo para o automóvel ficar com a bateria pronta a utilizar.




O Coordenador do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal estima que, em 2020, com uma penetração de 10 por cento de carros eléctricos, «o negócio da venda de electricidade para os veículos, o fee [taxa] de carregamento dos pontos, o sistema de gestão e a produção e fabrico dos carregadores represente um volume anual estimado de 800 a 810 milhões de euros».



domingo, 4 de julho de 2010

QREN apoia eficiência energética de PME


Encontra-se aberto até 31 de Agosto, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o concurso para apoiar as Pequenas e Médias Empresas (PME) a concretizarem objectivos de eficiência energética.


Esta nova iniciativa, integrada no âmbito do "Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME - Diversificação e Eficiência Energética", enquadra-se na Estratégia Nacional para a Energia 2020 que, sob a denominação Novas Energias e a marca Re.New.Able, prevê um conjunto de eixos estratégicos nos quais se inclui a eficiência energética.


Podem ser apoiados projectos que incluam investimentos na instalação de sistemas solares térmicos para aquecimento de águas sanitárias ou climatização, bem como investimentos relacionados com a envolvente passiva, como sejam a instalação de isolamentos térmicos ou a correcção de factores solares em vãos envidraçados.


Para concorrer ao apoio financeiro, as empresas devem comprovar o seu estatuto de PME, efectuar uma auditoria para levantamento de necessidades energéticas e apresentar um plano de implementação detalhado e uma certificação final aos edifícios objecto das medidas de melhoria, que ateste o nível de eficiência atingido com o investimento.


Com um limite de despesa elegível entre 10 mil e 500 mil euros, os projectos candidatos devem ter em vista a promoção da competitividade da empresa, através do aumento da produtividade, da flexibilidade e da capacidade de resposta e presença activa no mercado global, por via da utilização do factor de competitividade – eficiência energética.


Mais informações podem ser consultadas aqui.