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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hidrogénio nas "Opções Energéticas para Portugal"

O presidente da AP2H2 assina um artigo na obra "Opções Energéticas para Portugal - produção sustentável e eficiente", da Juventude Social Democrata, editado o mês passado pela Pactor. José Campos Rodrigues assina o artigo com o título "Contributo do hidrogénio para uma mobilidade sustentável", onde evidencia o papel que o hidrogénio pode ter como combustível em motores de combustão interna e em pilhas de combustível.

O director da associação sublinha ainda como o hidrogénio pode ser enquadrado na actual aposta da mobilidade eléctrica. «A solução passa pela mobilidade eléctrica, com a utilização de vectores secundários de armazenamento de energia como "combustível" (...) O hidrogénio é um alternativa competitiva, tendo como principal limitação as exigências de criação de uma logística de produção, armazenamento, transporte de distribuição, com uma tecnologia ainda em fase emergente e em desenvolvimento (o mesmo se aplicando às pilhas de combustível», refere.

Campos Rodrigues conclui afirmando que poderá prever-se «num prazo relativamente curto (2015/2020) que haverá soluções de armazenamento ou board de hidrogénio, permitindo raios de acção ou tempos de abastecimento (e custos) equivalentes às soluções a que hoje nos habituámos com os combustíveis tradicionais», viabilizando o veículo eléctrico sem as limitações das baterias.

É esta a expectativa que marca a estratégias dos construtores automóveis no médio prazo, explicando os investimentos que se têm vindo a realizar nos veículos eléctricos a hidrogénio, remata.

Mas o hidrogénio vem à baila neste mesmo livro, desta feita, no testemunho de Carlos Alegria, professor do Instituto Superior Técnico, com o título "Projecto Eólico Offshore, Energia das Ondas, Aquicultura e Hidrogénio».

O professor evidencia o projecto que tem como principal vertente a produção de energia através da instalação de torres eólicas offshore, que seria a base de um empreendimento de fins múltiplos que congregue outras valências do mar. A energia eléctrcia produzida neste parque poderia ser aproveitada para produção local de hidrogénio, e numa segunda fase, instalar uma plataforma para alimentação de combustívelaos barcos, que, para esse fim, dispensariam então a entrada no porto.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

EC PCH lança call para apresentação de propostas até Agosto


A empresa comum de Pilhas de Combustível e Hidrogénio (Fuel Cells and Hydrogen Joint Undertaking), cujo orçamento total ascende a cerca de 1000 milhões de euros para serem investidos até 2013, publicou a 3 de Maio a sua quarta call para apresentação de propostas.

No âmbito dos objectivos europeus para uma economia de baixo carbono, a contribuição destas tecnologias "verdes" é considerada essencial para enfrentar os desafios actuais, manter a competitividade da UE e criar emprego.

O prazo para a apresentação de propostas termina a 18 de Agosto. A avaliação das propostas será realizada em Setembro e os projectos seleccionados para as negociações do contrato no final de Dezembro de 2011.

A empresa comum de Pilhas de Combustível e Hidrogénio foi criada a 14 de Outubro de 2008 como o primeiro exemplo ilustrativo de um instrumento de parceria público-privada no âmbito do Plano Estratégico Europeu para as Tecnologias Energéticas (SET-Plan), pilar tecnológico da energia da UE e da política climática. Autónoma desde 15 de Novembro de 2010, a EC PCH tem como objectivo acelerar o desenvolvimento de células de combustível e tecnologias do hidrogénio na Europa, de modo a permitir a sua comercialização entre 2010 e 2020.

Actualmente aderiram à entidade europeia 54 empresas, entre multinacionais e PME representadas pelo Agrupamento Industrial (NOVO-IG), bem como mais de 55 universidades e institutos de pesquisa, representadas pelo Agrupamento de Investigação (N. ERGHY), envolvendo mais de 2 mil investigadores no campo das células a combustível e hidrogénio.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Manifesto por uma nova política energética com segunda edição


Os autores do «Manifesto por uma nova política energética», de há um ano, vão na próxima quinta-feira relançar o tema, com uma segunda edição do documento, noticia hoje o Jornal de Negócio.

O manifesto, que será apresentado em Lisboa com alguns dos 40 subscritores – Mira Amara, ex- ministrol, e João Duque, presidente do ISEG, reforça a ideia de a aposta nas renováveis deve ser repensada, com base no estudo feito pelo BPI sobre o tema, e nas exigências do acordo para a concessão da ajuda externa a Portugal.

Consulte aqui o documento.