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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Mensagem do Presidente da AP2H2



Aos que se empenham em construir a sustentabilidade ambiental e energética


O próximo Seminário da AP2H2, a realizar nos dias 29 e 30 no ISQ (Oeiras/Tagus Park) em parceria com o LNEG e o ISQ, é uma oportunidade a não perder por todos os interessados na construção de soluções energéticas e ambientais sustentáveis, para conhecerem e avaliarem os progressos que se estão a realizar na Economia e Tecnologia do Hidrogénio.

A economia do Hidrogénio é a chave que pode dar consistência aos novos modelos energéticos que recorrem ao aproveitamento otimizado das energias renováveis. São modelos que satisfazem as necessidades em energia da economia global e asseguram a sustentabilidade ambiental viabilizando os objetivos do Low Carbon Plan.

Informe-se e esclareça-se sobre o que está a acontecer e sobre o futuro que se está a construir. Inscreva-se já, pois com uma participação internacional alargada, o Seminário vai permitir conhecer:
· planos de ação em curso nos Estados Unidos, Alemanha, Grã Bretanha e Espanha.
· projetos de demonstração em fase já pré comercial, abrangendo a mobilidade, a micro produção residencial, o armazenamento e o apoio à gestão das redes renováveis. que permitem antever que estas tecnologias entrarão em breve nos nossos quotidianos.
· Serão contempladas alternativas estratégicas que poderão constituir pontes para a facilitação do uso do Hidrogénio, como os combustíveis sintéticos.
· O Workshop Científico que fecha o Seminário será a oportunidade de conhecer as competências já existentes e os atores científicos que podem alavancar iniciativas empresariais num segmento de grande potencialidade de crescimento.

O Seminário será um espaço de networking entre os vários agentes, empresariais, tecnológicos, decisores políticos, representantes das ONG para partilhar objetivos, proporem planos, estudarem soluções.

Queremos tornar efetiva a Comunidade do Hidrogénio.
Queremos construir a Plataforma Tecnológica nacional para o Hidrogénio.

Mais informações, nomeadamente programa e CV dos oradores convidados e tópicos das intervenções poderão ser consultados no web site do Seminário: www.h2ecocommunity.pt .
Conto com a sua participação motivada e interessada. Até dia 29 de Novembro, seguro que serão dois dias de grande interesse e utilidade para todos. Cumprimentos e até dia 29 de Novembro.


Torres Vedras, 12 de Novembro de 2012

Campos Rodrigues
(Presidente da AP2H2)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Bruxelas aprova primeiro draft de Directiva para Eficiência Energética


O Parlamento Europeu aprovou em primeira leitura a Directiva para a Eficiência Energética, a 11 de Setembro. A directiva antecipa medidas juridicamente vinculativas para intensificar os esforços dos Estados-Membros na utilização de energia de forma mais eficiente em todas as fases da cadeia de energia – desde a transformação de energia à sua distribuição para o consumo final.

As medidas incluem a obrigação legal de estabelecer acções ou medidas políticas de eficiência energética em todos os Estados membros. Estes irão impulsionar melhorias de eficiência energética em residências, indústrias e transportes. Outras medidas incluem o papel exemplar a ser desempenhado pelo sector público e um direito dos consumidores de saber a quantidade de energia que consomem.

Um acordo político sobre o projecto da directiva de Eficiência Energética foi alcançado entre o Parlamento Europeu e o Conselho, em 13 de Junho, sendo que o Parlamento votou a favor da Directiva de Eficiência Energética agora em Setembro.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

2º Business Lunch da AP2H2 é já na 2ª feira



 O 2º Business Lunch deste ano organizado pela AP2H2 tem lugar já na próxima segunda-feira. Em cima da mesa vai estar o tema “Fuel Cell Applications for Material Handling Equipment”. Juan Gomez Valero, responsável pelo sector Hidrogen-Energy para Portugal e Espanha da Air Liquide, é o orador convidado do evento que se realiza pelas 12h30 no Museu do Oriente, em Lisboa.
A associação pretende desta forma dar a conhecer o contributo das aplicações das pilhas de combustível nos mercados emergentes e perceber as questões que estão em cima da mesa neste segmento.

Os empilhadores com pilha de combustível representam um importante segmento do mercado de hidrogénio, sendo aquele que está a crescer mais rapidamente de todos os mercados do hidrogénio energia. Os veículos deste tipo não emitem praticamente qualquer gás com efeito de estufa, podem operar em ambientes fechados e a sua utilização traduzir-se-á numa economia de electricidade significativa. De acordo com a informação disponível estes equipamentos podem ser abastecido em cerca de 2-3 minutos e operar por períodos de 8 horas.

A Air Liquide já instalou uma estação de hidrogénio para uma frota de empilhadores no centro de distribuição da Walmart localizada em Alberta, no Canadá.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Roteiro de baixo carbono inclui hidrogénio em 2040




Leia a posição crítica do Presidente da AP2H2 apresentada durante a consulta pública do Roteiro Nacional de Baixo Carbono (RNBC), que decorreu até 15 de Agosto. O documento tem como objectivo o estudo da viabilidade técnica e económica de trajectórias de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em Portugal até 2050, conducentes «a uma economia competitiva e de baixo carbono»:



«Relativamente ao RNBC não foi viável apresentar uma posição da Direção da AP2H2, dado se estar num período de férias. As opiniões que se exprimem são pois a título pessoal, sem prejuízo de posteriormente poderem vir a ser ratificadas ou reformuladas na sequencia de uma reflexão que sobre o tema a Direção entenda vir a fazer.

A questão principal para a AP2H2 é avaliar o quadro esperado de penetração do H2 no basket energético, até 2050, sua contribuição para o RNBC em 2050, e pressupostos e cenários que sustentem tais conclusões.

É um trabalho que me está simplificado, pois o Hidrogénio só é considerado no roteiro a partir de 2040, sem que haja a explicitação de quaisquer pressupostos que o justifiquem. Adicionalmente na lista de entidades e peritos ouvidos na realização do trabalho o Hidrogénio é ignorado. A AP2H2 não foi ouvida nem na lista de especialistas aparece algum especificamente conotado com o sector. Assim sendo fica-nos a questão de saber porquê e como o Hidrogénio é considerado no roteiro a partir de 2040. Gostaríamos de ser esclarecidos neste ponto.

A nossa perceção é que há uma continuidade com o trabalho anteriormente elaborado pela Prof. Júlia Seixas em 2010 sobre a penetração das energias renováveis na rede, trabalho esse que suscita à Associação sérias reservas no que se refere ao tratamento dado ao Hidrogénio.

A matriz a que tivemos acesso e que resume os dados relativos às cadeias de Hidrogénio é no mínimo questionável, e suscita serias reservas à Associação. Essa matriz necessitaria de ser amplamente trabalhada por especialistas, pois

demonstra um desconhecimento profundo do estado da arte e das perspetivas de evolução das tecnologias no médio longo prazo. Disponibilizámo-nos na altura para fazer uma leitura crítica da matriz junto da Prof. Júlia Seixas, mas não foi manifestado qualquer interesse em se fazer essa revisão.

Em conclusão, e em termos pessoais considero que no que se refere ao Hidrogénio o RNBC é um documento sem interesse, e que não pode servir de guia para a elaboração de um plano de penetração do H2 no basket energético,

dado as conclusões apresentadas não estarem minimamente suportadas e fundamentadas.

Sendo este tema transversal à EU (julgo que todos os Estados membros estarão a fazer exercícios semelhantes)desafiámos a European Hydrogen Association a dinamizar um WG que permita fazer uma comparação entre os diversos Estados dos parâmetros utilizados nas modelações realizadas relativamente ao Hidrogénio, e como

em cada Estado se prevê a contribuição do H2 para o respetivo Roteiro de Baixo Carbono.Julgo que as conclusões deste estudo transversal poderão ajudar a (in)validar as conclusões do relatório nacional podendo justificar novas simulações do modelo com outros dados.»





Campos Rodrigues

(Presidente da AP2H2)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

2º Business Lunch da AP2H2 desvenda mercado de empilhadores com pilha de combustível

 
A AP2H2 está a organizar o 2º Business Lunch deste ano, desta vez com o tema “Fuel Cell Applications for Material Handling Equipment”. Juan Gomez Valero, responsável pelo sector Hidrogen-Energy para Portugal e Espanha da Air Liquide, é o orador convidado do evento que se realiza no próximo dia 24, pelas 12h30 no Museu do Oriente, em Lisboa.
A associação pretende desta forma dar a conhecer o contributo das aplicações das pilhas de combustível nos mercados emergentes e perceber as questões que estão em cima da mesa neste segmento.

Os empilhadores com pilha de combustível representam um importante segmento do mercado de hidrogénio, sendo aquele que está a crescer mais rapidamente de todos os mercados do hidrogénio energia. Os veículos deste tipo não emitem praticamente qualquer gás com efeito de estufa, podem operar em ambientes fechados e a sua utilização traduzir-se-á numa economia de electricidade significativa. De acordo com a informação disponível estes equipamentos podem ser abastecido em cerca de 2-3 minutos e operar por períodos de 8 horas.

A Air Liquide já instalou uma estação de hidrogénio para uma frota de empilhadores no centro de distribuição da Walmart localizada em Alberta, no Canadá.
 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Alemanha estuda conversão de energia eólica em hidrogénio


A Alemanha está a investigar o potencial de converter energia eólica em hidrogénio como fonte de energia, depois do país ter optado por abandonar a energia nuclear após o desastre de Fukashima (Japão) há um ano atrás.

No ano passado, a Enertrag AG começou a operar uma das primeiras centrais híbridas da Alemanha, cuja primeira pedra de construção contou com Angela Merkel na inauguração (foto). A central produz energia eólica e converte-a em hidrogénio com a ajuda da Vattenfall, Total e Deutsche Bahndos, parceiros no projecto. A Enertrag planeia construir mais 10 MW de capacidade de conversão de hidrogénio a partir de 2015. As três turbinas da Enertrag geram até 6 MW de potência. Essa energia é então passada através da água e dividida em oxigénio e hidrogénio por meio de um electrolisador, sendo depois armazenado em cinco tanques. A tecnologia torna efectivamente o vento numa fonte de alimentação em 24 horas.

O hidrogénio pode ainda ser misturado com biogás feito a partir de resíduos de milho local e fornecer unidades de cogeração, que produzem electricidade e calor. Durante os períodos de vento fraco, a unidade de biogás pode funcionar só com biomassa.

Embora o hidrogénio possa ajudar a poupar dinheiro a longo prazo, permanecem dúvidas relativamente à rentabilidade do negócio e aos incentivos que serão necessários para ajudar a tecnologia a alcançar a maturidade no mercado. No entanto, a Enertrag está a tentar a introdução de feed-in-tarif pelo Estado ou a atribuição de subsídios estatais para a utilização do hidrogénio – uma estratégia já usada pela Alemanha para se transformar no líder mundial em energia eólica e solar.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Air Liquide investe 100 milhões em nova unidade de hidrogénio


A Air Liquide acaba de assinar um contrato a longo prazo para fornecer à Bayer MaterialScience grandes quantidades de hidrogénio e de monóxido de carbono. Para tal, a Air Liquide vai investir cerca de 100 milhões de euros numa unidade de produção de hidrogénio e de monóxido de carbono instalada no site de Chempark Dormagen, um dos maiores pólos industriais químicos da Europa, localizado perto de Colónia na Renânia do Norte – Vestefália.

Esta unidade será concebida e construida no espaço do cliente pelas equipas de Engenharia & Construção da Air Liquide, estando o seu arranque previsto para 2014.

Os gases produzidos vão servir para fabricar polímeros, necessários para a produção dos poliuretanos utilizados no fabrico de assentos de elevada resistência em espuma, de rodas elastómeras resistentes, de adesivos com elevado desempenho. A Bayer MaterialScience é dos maiores produtores mundiais de polímeros.

«Este grande investimento constitui uma nova e importante etapa na parceria que une as nossas duas empresas, desde há muitos anos, em todo o mundo», segundo Guy Salzgeber, membro do Comité Executivo do Grupo e Director da Europa do Norte e Central da Air Liquide. Esta nova unidade de produção vai permitir reforçar a presença da empresa nos sectores químicos e petroquímicos, sendo que a Alemanha é um dos principais pilares do Grupo na Europa, com cerca de 300 milhões de euros «de decisões de investimentos em novas unidades de produção industrial, ao longo deste últimos três anos».

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tecnoveritas vence prémio com sistema que aumenta eficiência energética e ambiental de navios




A TecnoVeritas, associada da AP2H2, venceu o prémio Seatrade Awards 2012, na categoria Clean Shipping, com o sistema VEEO – Voyage Energy & Emissions Optimiser. A cerimónia de entrega dos prémios teve lugar este mês no London’s Guildhall e juntou diversas individualidades do Shipping Internacional, como Koji Sekimizu, Secretário-Geral da IMO. Esta nomeação consiste numa das mais altas distinções no mundo do Shipping, nomeando e reconhecendo aqueles que deram contribuições excepcionais durante o último ano, para um transporte marítimo mais eficiente.

O sistema VEEO, que valeu à TecnoVeritas o prémio Seatrade Awards 2012, foi desenvolvido para responder às últimas exigências da IMO com o objectivo de tornar os navios mais eficientes em termos de consumo de combustível e emissões para a atmosfera tornando as actividades daqueles mais amiga do ambiente.

Anualmente, a Seatrade Awards distingue os produtos mais inovadores lançados recentemente no sector do Shipping, através de um júri composto por diversas individualidades ligadas ao sector. Na entrega do prémio, Jorge Antunes, Director Técnico e CEO da TecnoVeritas referiu que «os Prémios Seatrade são o culminar do reconhecimento da excelência, inovação e paixão que a TecnoVeritas tem dedicado a todos os produtos que desenvolve para a industrial naval».

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Célula de combustível de 1MW produz electricidade equivalente ao consumo de 1370 famílias


A Solvay anunciou o sucesso daquela que é considerada a maior célula de combustível industrial. Com 1 MW, a célula está em funcionamento na unidade de demonstração de SolVin em Lillo, Antuérpia, Bélgica. 

A célula a combustível PEM (Proton Exchange Membrane)  converte hidrogénio co-produzido na unidade em electricidade e está a produzir há semanas a uma taxa constante, anunciou a empresa.  A célula de combustível tem gerado mais de 500 MWh em cerca de 800 horas de operação, o que equivale ao consumo de electricidade de 1370 famílias durante o mesmo período de tempo.

Este projecto, à  escala industrial, incluiu polímeros inovadores da Solvay e montagens especiais do eléctrodo de membrana PEM  da SolviCore, o que trouxe a tecnologia de célula de combustível para um novo limiar. 

A nova célula de combustível PEM consiste num grande número de conjuntos de eléctrodos de membrana feitas com o polímero especial da Solvay  Aquivion R PFSA (membrana e iões) e o calisador elystTM da Umicore . Os MEAs foram fabricados pela SolviCore, uma joint venture detida em partes iguais pela Solvay e Umicore, nasua fábrica em Hanau, na Alemanha. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ministros dos transportes querem 31,7 milhões de euros para uma Europa mais coesa




Os ministros dos transportes da União Europeia acordaram em Bruxelas, a 22 de Março, um plano para tornar a Europa mais coesa em matéria de transportes. O plano, estabelecido no âmbito da Rede Transeuropeia de Transportes, prevê um investimento na ordem dos 31,7 mil milhões de euros.

Remover problemas transfronteiriços, actualizar as infra-estruturas e simplificar as operações de transporte, são os principais acções deste plano que também faz referências importantes para a necessidade de infra-estruturas de combustíveis alternativos. Siim Kallas, Comissário Europeu dos Transportes, disse que embora as discussões sobre o financiamento, através do chamado Mecanismo de Ligação Europeu ainda nã oesteja fechado, este acordo foi «uma conquista muito importante» que permitirá transformar a manta de retalhos de várias nações numa nova realidade pan-europeia.

«Os ministros deram hoje um forte apoio político para os planos de construir as ligações de transportes estratégicas seguirem em frente e alimentar o crescimento económico futuro da Europa», referiu.

A proposta de regulamento ainda terá de ser aprovado pelo Parlamento Europeu, mas a Comissão acredita que «com vontade política», tal poderá acontecer no primeiro semestre de 2013.

terça-feira, 20 de março de 2012

Aumentar preço do carbono contribui para novas tecnologias nos transportes


A transição para um sistema energético e de transporte de baixo carbono pode ter um custo relativamente modesto. Além disso, identificar as soluções economicamente mais benéficas no início do processo e tornar-se um líder global em tecnologia oferece enormes oportunidades para as exportações e o crescimento económico. Logo, a estratégia de descarbonização pode ter um impacto maior a longo prazo no crescimento europeu do que a crise económica actual. As conclusões são de um estudo patrocinado pela Fuel Cell and Hydrogen Joint Undertaking (The great transformation: decarbonising Europe’s energy and transport systems) e apresentado na semana passada no Parlamento Europeu.

Os autores argumentam que para tornar o crescimento descarbonização amigável é necessário uma abordagem política consistente. A intervenção política parece indispensável num sistema energético em que os transportes estão ainda estruturados numa tecnologia “fechada”. Superar este bloqueio é crucial, apontam os responsáveis.

Neste sentido, o relatório faz três propostas principais. Primeiro, o âmbito de cobertura geográfica, e duração de preços do carbono deve ser prorrogada. Ao definir um preço mais elevado de carbono são criados os incentivos para desenvolver e investir em novas tecnologias de baixo carbono. Em segundo lugar, podem ser constituídos consórcios temporários para as novas infra-estruturas, que resolvem falhas numa fase precoce e ponham o mercado a funcionar. É aqui que se enquadra o exemplo do hidrogénio. Cada consórcio teria o direito exclusivo de vender concessões locais para novos postos de combustível, de modo a garantir a concorrência entre os diferentes combustíveis de baixo carbono e entidades privadas. Por último e mais importante, é necessário um modelo de transição aberto e público para que as segundas melhores soluções de transporte não tenham benefícios que possam depois desaparecer.

O desafio tecnológico, económico e político é muito grande, mas escolher a estratégia descarbonização oferece enormes benefícios económicos, ambientais e sociais, segundo ainda o documento.

terça-feira, 13 de março de 2012

Empresas criam joint venture para lançar tecnologia de hidrogénio para empilhadores na UE

Foi criado, neste mês, a HyPulsion, uma joint venture entre a Axane, subsidiária do Grupo Air Liquide, e a Plug Power. A parceria visa introduzir e desenvolver as tecnologias de hidrogénio e de células de
combustível no mercado europeu dos empilhadores.

A HyPulsion contará com a tecnologia avançada do GenDrive, solução da célula de combustível de PlugPower, líder mundial em pilhas de combustível para empilhadeiras, para desenvolvimento, fabricação e
comercialização de uma série de células de combustível para empilhadores. A missão desta empresa passa por fornecer ao mercado soluções de células de combustível adaptadas para os fabricantes de empilhadeiras, para uso em centros de distribuição e instalações de fabricação.

Os veículos movidos a hidrogénio emitem quase nenhum gás com efeito de estufa, oferecerem ganhos de produtividade e são altamente flexíveis, segundo informação da empresa.

O acordo prevê que a Axane contribua com 5,5 milhões de euros em cerca de dois anos, enquanto a Plug Power irá ceder a parte tecnológica e respectivos direitos de propriedade intelectual em exclusivo para o
espaço da União Europeia. Assim, a Axane fica com 55 por cento da Joint Venture e a Plug Power com 45 por cento das participações.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Comissão Europeia apoia transportes mais sustentáveis com 200 milhões de euros



A Comissão Europeia lançou uma call para candidaturas no âmbito do programa anual Rede de Transportes Trans-Europeia (TEN-T), com um orçamento global de cerca de 200 milhões de euros disponíveis para co-financiar projectos em várias áreas consideradas prioritárias. Este concurso deverá complementar os fundos já disponíveis em Junho de 2011, através do programa plurianual, de modo a acelerar o desenvolvimento da rede e da política inerente.

O concurso agora lançado está focado em cinco prioridades, nomeadamente promover o desenvolvimento de uma abordagem integrada e multi-modal do sistema de transporte (com um orçamento de 25 milhões de euros); promover o desenvolvimento de infra-estruturas que contribuam para a mitigação e adaptação às alterações climáticas e a redução do impacto dos transportes sobre o ambiente (35 milhões de euros). O montante também está disponível para projectos que acelerem ou facilitem a implementação da TEN-T (100 milhões de euros), o suporte a Parcerias Público-Privadas e instrumentos financeiros inovadores (15 milhões de euros), além se promover a implementação a longo prazo da TEN-T, em particular corredores que permitem uma implementação coordenada da rede (25 milhões de euros).

O prazo para a apresentação de propostas é 13 de Abril próximo, sendo que as propostas deverão ser avaliadas com base na relevância das prioridades indicadas; os objectivos políticos, a maturidade do projecto, o seu impacto - em particular  sócio-económico e ambiental - e sua qualidade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Opel/Vauxhall apoia mobilidade a hidrogénio no Reino Unido

A Opel/Vauxhall vai promover a produção e utilização de veículos alimentados a hidrogénio na Grã-Bretanha, no âmbito da iniciativa UK H2 Mobility. Este programa tem em preparação um plano de açcão orientado para tornar o Reino Unido líder mundial no campo dos veículos alimentados a hidrogénio.

A iniciativa, apoiada pelo governo britânico e pela indústria local, quando a Opel/Vauxhall está a testas automóveis a pilha de combustível de hidrogénio, em condições de utilização real na Alemanha, no âmbito do programa Clean Energy

Partnership (CEP). Esta frota conta agora com 30 protótipos a circular na Alemanha. No conjunto, a frota global da GM de testes com este tipo de veículos integra mais de uma centena de protótipos que são utilizados diariamente em condições reais, tendo acumulado desde 2008 cerca de três milhões de quilómetros percorridos.

Os parceiros industriais que integram o projecto britânico vão desde empresas ligadas à energia e a infra-estruturas, bem como fabricantes de automóveis. O objectivo a longo prazo é tornar viável a mobilidade a hidrogénio, tendo em vista a redução das emissões de carbono e benefícios económicos. O grupo UK H2 Mobility deverá elaborar um documento até ao final do ano como orientação para o arranque comercial a partir de 2014.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Apple com patente de pilha de combustível a hidrogénio


A Apple desenvolveu uma bateria a partir de hidrogénio que poderá ser usada nos seus produtos já em comercialização, substituindo as actuais de lítio. Com as baterias de hidrogénio, que poderão ser usadas em tablets, smartphones e computadores, os dispositivos poderão ter uma autonomia maior e durar até semanas sem necessitar de novos carregamentos, além de reduzir o peso dos equipamentos.

Uma patente com a tecnologia foi registrada pela empresa no Patent and Trademark Office, escritório responsável pelos registros nos Estados Unidos, segundo a imprensa internacional. As patentes foram registadas com a designação “Fuel Cell System to Power a Portable Computing Device” e “Fuel Cell System Coupled to a Portable Computing Device”.

Neste momento o maior desafio será materializar para uma matriz portátil o que teoricamente a Apple descreveu e registou como possível. Ao conseguir e segundo as notas deixadas pela Apple, reduzir o peso, o tamanho e as limitações dos dispositivos portáteis, o preço dos gadgets Apple deverão verificar uma redução.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Maria da Graça Carvalho, eurodeputada portuguesa, venceu este mês o prémio de melhor deputado  ao Parlamento Europeu 2011 na área da Investigação e Inovação.
 
Na cerimónia de entrega dos prémios, a eurodeputada declarou que o prémio atribuído se trata de uma "vitória" da Comissão de Indústria, Investigação e Energia e da Comissão dos Orçamentos do Parlamento
Europeu, das quais é membro.
 
Maria da Graça Carvalho defendeu também que a investigação "é essencial para o futuro da Europa e que por este motivo, precisamos de programas simples e bem financiados com as prioridades certas". A
concluir, recordou que estas têm sido as suas cruzadas no último ano.
 
Os Prémios de Melhor Deputado ao Parlamento Europeu, é uma iniciativa da revista The Parliament Magazine. Com três finalistas em cada uma das 16 categorias, Maria da Graça Carvalho foi escolhida pelos restantes eurodeputados.
 
Na qualidade de membro efectivo da Comissão de Indústria, Investigação e Energia do Parlamento Europeu, Maria da Graça Carvalho foi responsável pela Simplificação dos Programas de Ciência e Inovação,
cujo relatório foi adoptado na sessão plenária de Novembro de 2010 com o apoio de todos os grupos políticos. No documento foram apresentadas 71 recomendações com o objectivo de tornar a participação no actual Sétimo Programa-Quadro de Investigação da UE mais atractiva e mais acessível para os melhores investigadores e para as empresas mais inovadoras, sobretudo para as pequenas e médias empresas (PME).
 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Novo aeroporto de Berlim testa Opel HydroGen4


A Opel está a alargar o seu programa de testes em condições reais com automóveis com pilha de combustível. O vice-presidente da Opel Volker Hoff, fez a entrega formal de uma unidade HydroGen4 aos Aeroportos de Berlim.

«Este protótipo avançado, alimentado a hidrogénio, vai contribuir para recolhermos ainda mais
dados sobre a utilização diária desta tecnologia futurista», explicou Hoff. «Esta é mais uma iniciativa no âmbito do programa Clean Energy Partnership. O BER é um parceiro ideal já que possui o primeiro posto de abastecimento do mundo que é neutro do ponto de vista de CO2. O hidrogénio verde deste posto de abastecimento da Total é produzido a partir de energia eólica fornecida pela Enertrag. Ambas as empresas, Total e Enertrag, são também parceiras do nosso programa de testes», esclareceu ainda o responsável da Opel, que está a realizar testes em situações reais de utilização de automóveis a pilha de combustível decorre desde 2008.

Manfred A. Körtgen, director-geral da BBI, empresa responsável pela operação dos aeroportos de Berlim, sublinhou, em comunicado, que a eficiência energética e a sustentabilidade são os objectivos dos aeroportos de Berlim. «Pretendemos tornar o novo aeroporto de Berlim Brandemburgo no mais moderno aeroporto da Europa, sustentado na liderança em protecção ambiental e dos seus recursos. Obviamente, isso aplica-se também à frota que utilizamos no aeroporto, privilegiando a propulsão alternativa. A nossa colaboração com a Opel e o teste de longa duração que vamos realizar com o HydroGen4 a hidrogénio dá-nos a grande oportunidade de comprovar as vantagens desta nova tecnologia de propulsão na utilização diária no aeroporto.»

O novíssimo aeroporto de Berlim Brandemburgo (BER) estará totalmente operacional no dia 3 de Junho de 2012 e substituirá os actuais aeroportos de Tegel e de Schönefeld. Além do BER, participam no programa de testes empresas e entidades como o ADAC, Allianz, Axel Springer AG/Bild, Coca-Cola, Hilton, Linde, Pace, Schindler, Veolia e NH Hotel Friedrichstrasse, utilizando unidades Opel HydroGen4 nas suas frotas. O programa conta também com o envolvimento de instituições públicas como o Gabinete Federal do estado de Hesse. O Clean Energy Partnership é um projecto promovido pelo Ministério Federal dos Transportes, Construção e Urbanismo que coloca em evidência a utilização diária do hidrogénio como combustível para a mobilidade. Este programa de desenvolvimento é o maior do género à escala europeia.

O Opel HydroGen4 é a versão mais recente que resulta da investigação da Opel e da General Motors no domínio da pilha de combustível a hidrogénio. A pilha é constituída por um conjunto de 440 células ligadas em série que geram electricidade para alimentar um motor eléctrico síncrono. Com 73 kW (100 cv) de potência, este motor consegue acelerar de 0 a 100 km/h em 12 segundos e atingir a velocidade máxima de 160 km/h.

O automóvel possui três depósitos com capacidade para um total de 4,2 kg de hidrogénio armazenado a alta pressão, facultando uma autonomia até 320 quilómetros. Os depósitos são construídos em materiais compósitos de carbono. O reabastecimento de hidrogénio demora apenas três minutos graças à pressão de funcionamento a 700 bar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tecnologias do hidrogénio precisam de mecanismos de financiamento para entrar no mercado


A Europa chegou a uma fase decisiva para alcançar os seus objectivos de descarbonização até 2050, sendo que o hidrogénio e a tecnologia de células de combustível são fundamentais para alcançar estes objectivos. Na quarta reunião de stakeholders da Fuel Cell and Hydrogen Joint Undertaking (FCH JU), que teve lugar de 22 a 23 de Novembro em Bruxelas, chegou-se à conclusão que ainda são necessários mecanismos de financiamento adequados e regulamentares para superar os obstáculos remanescentes à implantação destas tecnologias e encorajar à adopção destas tecnologias inovadoras.

Até agora têm sido feitos investimentos significativos por parceiros industriais, de pesquisa, e entidades políticas no sentido de promover o desenvolvimento tecnológico e sua entrada no mercado. Mas com recursos financeiros limitados e um clima de investimento sob pressão, tornou-se essencial «uma acção concertada entre todos os intervenientes para promover uma integração bem sucedida de células a combustível e hidrogénio na energia europeia e sistema de transporte.

Durante a Assembleia Geral, todas as áreas da indústria e investigação, bem como decisores políticos da UE e nacionais debateram a necessidade de fazer a ponte entre os projectos de demonstração e a implementação comercial destas tecnologias limpas, bem como sobre a partilha dos recursos e políticas.

«As forças de mercado por si só não vão sustentar o desenvolvimento destas tecnologias, para que possam competir com sucesso com as actuais. Um compromisso forte e determinado das instituições públicas e do sector privado em conjunto é essencial para apoiar a implantação de aplicações e produtos inovadores com benefícios energéticos e ambientais. Todo o sector formalizou a sua tecnologia e ambição financeira de contribuir para a energia da Europa e os objectivos de baixo carbono até 2020», avançou Pierre-Etienne Franc, presidente do conselho directivo do agrupamento indústria do FCH JU.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novo Programa-Quadro de investigação na Europa põe em risco objectivos para 2020



A Comissão Europeia revelou hoje o "Horizonte 2020", a sua proposta de novo Programa-Quadro para a Investigação e Inovação para os sete anos de 2014 a 2020.

De acordo com o documento, os fundos para a energia não-nuclear vão duplicar mas, ainda assim, não são suficientes para financiar o que a Comissão Europeia diz que é necessário para atingir os seus objectivos para 2020. Toda a energia não-nuclear recebe apenas 7,5 por cento do orçamento de pesquisa - 6,5 mil milhões de euros de um total de 87.7 mil milhões. O nuclear só recebe 1,8 mil milhões de euros para apenas cinco anos, no âmbito do Euratom, bem como fundos adicionais para o ITER.

A investigação para as tecnologias de baixo carbono (contido no SET Plan, como parte dos 6,5 mil milhões de euros para a energia não nuclear) deverá «castigada» com a proposta publicada hoje. Também a indústria eólica europeia contava com 1,3 mil milhões de euros de financiamento comunitário para investigação, mas o anúncio de hoje torna este valor impossível. Mesmo a totalidade dos 6,5 mil milhões para a energia não-nuclear (do qual o SET Plan é apenas uma parte) não é suficiente para cobrir todas as necessidades do SET Plan.

A Comissão da «Proposta de Regulamento sobre Horizonte 2020» reconhece que "os recursos necessários para implementar o SET Plan na íntegra foram estimados em 8 mil milhões de euros por ano nos próximos 10 anos."

Veja a proposta na íntegra aqui 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Comissão Europeia prepara Centro de Investigação e Conhecimento em Energia


A Comissão Europeia está a preparar um Centro de Investigação e Conhecimento em Energia (ERKC), um recurso de informações exclusivas sobre a investigação energética em toda a Europa que terá uma plataforma online. O foco no desenvolvimento de tecnologias de baixa emissão de carbono de energia é crucial para a UE conseguir reduzir significativamente as emissões de gases com efeito estufa e, ao mesmo tempo, garantir a segurança de abastecimento de energia e competitividade.

No entanto, as informações necessárias e dados relevantes sobre a ampla gama de pesquisa de energia e programas de inovação e projectos é «fragmentada e dispersa», segundo o SETIS (plataforma de informação do SET PLAN. «Hoje é muito difícil obter uma visão clara das actividades correspondentes ao nível da UE, dos Estados-Membros e do sector privado.

Assim, esta plataforma vai ajudar a colmatar esta lacuna de informação, recolhendo e organizando informações validadas e referenciadas em programas de investigação energética, projectos e seus resultados em toda a UE e fora dela.

O ERKC irá melhorar o acesso à energia e aos conhecimentos de investigação, permitindo que sejam oportunamente explorados e utilizados em toda a UE, além de incentivar o aumento do ritmo da inovação. A ideia é ainda analisar tendências em actividades de investigação da energia a nível nacional e europeu, possibilitando análises temáticas e recomendações de políticas a partir dos resultados do projecto agregado, e fornecer uma plataforma para pesquisa de energia da Europa comunitária.

Para desenvolver esta plataforma de informação a comissão está a desenvolver um questionário. Veja em  http://www.surveymonkey.com/s/ERKC
Para mais informações consulte http://setis.ec.europa.eu/welcome-to-setis/newsroom-items-folder/setis-online-energy-research-knowledge-centre-erkchttp://setis.ec.europa.eu/welcome-to-setis/newsroom-items-folder/setis-online-energy-research-knowledge-centre-erkc