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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Primeira cidade a hidrogénio está a surgir no mar do Báltico


A pequena ilha dinamarquesa Lolland, localizada no mar Báltico, quer usar o hidrogénio para armazenar a energia do vento em excesso, tornando-se na primeira cidade a hidrogénio. Actualmente a cidade produz mais 50 por cento da energia eólica que necessita para consumo interno.

O projecto Lolland Community Hydrogen pretende estabelecer Lolland como um líder europeu na tecnologia do hidrogénio. O calor combinado e a micro produção de energia (μCHP) será baseada em energia eólica, electrolisadores para a produção de hidrogénio e utilização em células de combustível (PEM).

Lolland espera converter toda a ilha ao hidrogénio através de um processo de três fases, duas das quais já começaram. A primeira fase foi concluída em 2006 após a criação do residencial Fuel Cell μCHP, em Nakskvov. O excesso da energia eólica faz trabalhar o electrolisador, que separa as moléculas de hidrogénio e oxigênio, que são armazenados em unidades de armazenamento de baixa pressão para controlar o fornecimento de hidrogénio às células de combustível, e a falta oxigénio para estações de água de limpeza.

A maioria da energia fornecida por estas células de energia são utilizados principalmente para o funcionamento da unidade de águas residuais, embora alguma também seja usada para produzir electricidade e calor para aquecer os edifícios na área, semelhante a uma infra-estrutura convencional em grande escala. Outros passos desta etapa foram de-mistificar a energia do hidrogênio para os consumidores e criar novas sinergias e simbioses com energia e instalações ambientais existentes.

A segunda fase do projecto foi concluído em 2008 na cidade de Vestenskov, que não só ligadou os edifícios com a unidade de hidrogénio, mas também envolveu a colocação descentralizada de células de combustível em cada cinco casas.

Cada unidade contém uma célula de combustível 2 quilowatts e um conversor de corrente alternada, que viria substituir as caldeiras existentes. Estas células acabaram por ser mais eficientes e ter a segurança de energia mais elevada do que as caldeiras convencionais. Esta fase permitiu às autoridades testar a segurança e a estabilidade operacional destas unidades.

A fase final do programa será executado a partir de 2010-2012 e envolverá a instalação destas células em mais 35 a 40 famílias, que irá fornecer o calor e a electricidade. A conversão de transformar o hidrogénio em energia é feita através de um processo electroquímico que tem uma produção de electricidade de 50 por cento e eficiência combinada de utilização simultânea de 90 por cento.

Actualmente, as casas em Vestenskov são alimentados por petróleo e gás natural. Uma vez que o hidrogénio é criado através do vento em excesso, o poder é de 100 por cento de carbono neutro.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

26 autocarros vão levar Hidrogénio Limpo às Cidades Europeias















O projecto Hidrogénio Limpo nas Cidades Europeias (Chic, da sigla em inglês) é o passo necessário para a comercialização de autocarros movidos a células de combustível a hidrogénio (H2FC).

O projecto vai facilitar a integração dos 26 autocarros H2FC nas operações diárias de cinco cidades da Europa, com apoio das autoridades de transporte em Aargau (Suíça), Bolzano (Itália), Londres (GB), Milão (Itália) e Oslo (Noruega), bem como da Joint Undertaking for Fuel Cells and Hydrogen. A ideia é fazer a introdução progressiva de frotas de autocarros H2FC, de estações de reabastecimento de hidrogénio e outras infra-estruturas que facilitem a integração harmoniosa dos autocarros H2FC nos transportes públicos da Europa.

O CHIC foi lançado em Novembro, na cidade de Colónia com a Declaração de Missão assinada pelos parceiros, que se comprometeram a colocar os 26 veículos em serviço regular em 2012.

O projecto visa alavancar os resultados de projectos anteriores, nomeadamente da fase 0, que teve lugar em Berlim, Colónia, Hamburgo e Whistler (Canadá), trazendo as experiências.
Depois do sucesso do teste de campo de autocarros de primeira e segunda geração H2FC, através dos projectos CUTE e HyFleet, este projecto vai mais além com a implantação da mais recente geração do híbrido de célula de combustível (FCH) em preparação para a introdução no mercado. Os autocarros serão fornecidos pela Mercedes-Benz, Wright e Van Hool. As infra-estruturas de reabastecimento de hidrogénio vão envolver os principais actores industriais na Europa, como é o caso da Shell, Total, Vattenfall, Air Products, Linde e Air Liquide.

O projecto irá servir ainda de guia para 14 regiões adicionais na Europa, no âmbito da fase 2 do projecto, que querem utilizar pela primeira vez um autocarro H2FC nos transportes públicos a partir de 2012, em cooperação com as regiões europeias e municípios integrados no HyRAMP.

Uma parte importante do projecto passa pela avaliação ambiental, económica e social da utilização de autocarros movidos a hidrogénio.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Apenas um terço das medidas necessárias estão em curso para a Economia de Baixo Carbono em 2050


Uma nova ferramenta de acompanhamento lançado pela Rede WWF e Ecofys revela que apenas um terço das medidas necessárias para colocar os países da UE no caminho de uma economia de baixo carbono até 2050 (redução das emissões de gases com efeito de estufa em 80-95%), estão a ser empreendidas.

"O Climate Policy Tracker é uma ferramenta poderosa que mede o impacto das políticas e sua eficácia no terreno. O relatório permite que as pessoas facilmente identifiquem os sectores políticos que precisam de mais atenção e onde a acção é mais eficaz na redução das emissões ", revelou Niklas Höhne, Diretor de Energia e Políticas Climáticas na Ecofys.

O Climate Policy Tracker revela grandes diferenças nos níveis de ambição e de melhores práticas entre os países da UE quando se trata de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, no entanto, o relatório revela que, globalmente, os resultados são fracos.

"Os cortes profundos necessários para 2050 têm que acontecer em toda a economia. Os Estados-membros têm de rever as suas políticas para resolver as deficiências. 40 por cento dos resultados dependem da legislação europeia", diz Jason Anderson, chefe de Clima e política energética da WWF European Policy Office.

O documento pode ser consultado aqui.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Lotus desenvolve protótipo a células de combustível


A Lotus desenvolveu o protótipo de um carro com uma célula de combustível. O design é a visão da companhia para o carro de 2025. Apresentando um método de construção nunca antes visto, este carro do futuro é alimentado por um sistema de célula de combustível de hidrogénio, com dois motores eléctricos nas rodas traseiras.

O corpo do carro é composto por fibra de carbono coberta por um tecido ultra-leve e com alta absorção de impactos. Os materiais que compõem o carro são d3o e borracha metálica. O d3o é um material não-newtoniano, que geralmente se comporta como um gel elástico, mas quando cortado imediatamente se transforma num sólido extremamente resistente, pelo que poderá dar aos passageiros uma grande protecção durante um acidente. A borracha metálica pode ser esticada e moldada como a borracha, fazendo com que a carroçaria reaja ao movimento do sistema de suspensão.

O veículo também pode ser movido a electricidade, dando a liberdade para ajustar a forma de acordo com o computador de bordo. O corpo do carro pode mudar de forma enquanto se move para manter o fluxo de ar mais suave possível.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

AP2H2 e LNEG lançam concurso para escolas secundárias


A AP2H2, em parceria com o LNEG- Laboratório Nacional de Energia e Geologia, lançou o Concurso H2 – Comunidades Sustentáveis. A ideia é valorizar o potencial criativo de equipas de estudantes de Escolas Secundárias em Portugal, através da atribuição de prémios a projectos de educação e formação inovadores, desenvolvidos no âmbito de sistemas ou tecnologias relacionadas com a sustentabilidade energética, focadas no Hidrogénio como vector energético.

Este Concurso tem como objectivo promover a demonstração da aplicação de conceitos inovadores de sistemas sustentáveis de energia, com particular ênfase naqueles que utilizam hidrogénio, e pretende também, estimular a Comunidade escolar e extra-escolar na procura de novos modelos de sociedade e de produção e utilização de energia limpa.

O concurso é dirigido aos alunos do 12º ano do ensino secundário nacional, em especial aos da área de projecto, inscritos nas respectivas instituições no ano lectivo em curso. As entidades promotoras garantem o acompanhamento dos trabalhos através da realização de workshop ou de acções de tutoria.

O prazo para a apresentação de candidaturas decorre entre 22 de Novembro e 31 de Dezembro de 2010. A inscrição é gratuita, devendo ser formalizada através da ficha de inscrição que se encontra disponível no site da Associação, onde também poderá consultar detalhadamente o regulamento: http://www.ap2h2.pt/documentacao.aspx?idCategoria=16

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ordem dos engenheiros promove seminário sobre Mobilidade Eléctrica


O veículo eléctrico poderá ser movido pela via do hidrogénio (pilhas de combustível alimentando os motores eléctricos) ou pela via do electrão (baterias alimentando o motor eléctrico). Como pano de fundo a estas duas vias há que perguntar qual a maneira de produzir hidrogénio em larga escala, sabendo que este não constitui uma fonte primária de energia, mas apenas um transportador. No caso das baterias quais as formas de energia para as alimentar (nuclear e renováveis?), dado que se se passar para o veículo eléctrico e continuar a produzir electricidade por via fóssil para alimentar o carro eléctrico, apenas se desloca do consumidor para o produtor o problema da poluição e da emissão de CO2?

Será preciso uma nova geração de baterias para ter em pleno a mobilidade eléctrica pois as actuais baterias ainda são muito pesadas, caras e com pouca capacidade de armazenagem de energia para permitir a massificação da mobilidade eléctrica.


A Comissão Executiva da Especialização em Engenharia e Gestão Industrial da Ordem dos Engenheiros pretende discutir tudo isto em dois Seminários, propondo-se abordar no primeiro seminário, que se realiza a 18 de Novembro, em concretro:

- A transição para o veículo eléctrico, com as várias formas de híbridos que se estão a desenvolver;
- A via do hidrogénio e a do electrão; vantagens e inconvenientes;
- A evolução tecnológica das baterias;
- As formas de carregamento na rede: cargas lentas e rápidas das baterias.
- O ponto de vista dos construtores sobre a evolução para os híbridos e para o automóvel eléctrico

O painel será moderado por Luís Mira Amaral, Professor do IST e Membro da Comissão Executiva da Especialização em Engenharia e Gestão Industrial, sendo que as comunicações estão a cargo de Pinto de Sá – IST, Joaquim Delgado – Instituto Politécnico de Viseu; e Campos Rodrigues – Presidente da SRE.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Comissão Europeia apresenta nova estratégia energética para 2020

A Comissão apresentou esta semana a sua nova estratégia para uma energia competitiva, sustentável e segura. A Comunicação «Energia 2020» define as prioridades em termos de energia para os próximos dez anos e as acções a empreender perante os desafios decorrentes da necessidade de poupar energia, conseguir um mercado com preços competitivos e aprovisionamento seguro, impulsionar a liderança tecnológica e negociar eficazmente com os nossos parceiros internacionais.

O Comissário responsável pela pasta da Energia, Günther Oettinger, declarou: «para termos uma economia eficiente, competitiva e hipocarbónica, devemos europeizar a nossa política de energia e concentrar-nos em algumas prioridades, poucas, porém urgentes.»

Na comunicação adoptada, a Comissão identifica cinco prioridades principais, com base nas quais e na acção apresentada avançará com iniciativas e propostas legislativas concretas nos próximos 18 meses. Esta comunicação define também a agenda para a discussão entre os Chefes de Estado e de Governo na primeira Cimeira da UE sobre Energia, a 4 de Fevereiro de 2011.

Poupança de energia

A Comissão propõe-se centrar as suas iniciativas nos dois sectores com maior potencial de poupança de energia: transportes e edifícios. Para ajudar os proprietários e as entidades locais a financiarem medidas de restauração de imóveis e de poupança de energia, a Comissão vai propor incentivos ao investimento e instrumentos financeiros inovadores, até meados de 2011. O sector público deve ter em consideração a eficiência energética aquando da adjudicação de obras e da aquisição de serviços ou produtos. No sector da indústria, os certificados de eficiência energética poderão ser um incentivo para as empresas investirem em tecnologia menos consumidora de energia.

Mercado integrado pan-europeu de energia com infra-estruturas

A Comissão estabelece uma data-limite para a conclusão do mercado interno da energia. Em 2015, nenhum Estado-Membro deverá estar isolado. Ao longo dos próximos dez anos, é necessário investir um total de 1 bilião de euros na infra-estrutura energética da União Europeia. Para acelerar projectos estratégicos essenciais da UE, a Comissão propõe licenças de construção simplificadas e mais curtas, estabelecendo prazos máximos até à autorização final e ao financiamento por parte da União. Os pedidos relativos às licenças necessárias para a execução de um projecto devem ser coordenados por um «balcão único».

27 Estados, uma só voz no mundo para a energia

Propõe-se que a UE coordene a sua política de energia em relação a países terceiros, especialmente nos seus contactos com parceiros fundamentais. No âmbito da política de vizinhança, a Comissão propõe que o Tratado da Comunidade da Energia seja alargado e aprofundado para integrar países que desejem participar no mercado da energia da UE. É também anunciada uma grande cooperação com África, visando proporcionar energia sustentável a todos os cidadãos deste continente.

Liderança europeia em tecnologia e inovação energéticas

Vão ser lançados quatro grandes projectos em áreas-chave para a competitividade da Europa, como as novas tecnologias para redes inteligentes e armazenamento de electricidade, a investigação sobre biocombustíveis de segunda geração e a parceria «cidades inteligentes» para promover a poupança de energia nas zonas urbanas.

Para mais informações consulte aqui.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Europa inclui hidrogénio no futuro dos transportes


O hidrogénio foi incluído como uma das alternativas aos combustíveis fósseis no sector dos transportes no primeiro relatório que está a ser elaborado pelo Grupo Europeu de Especialistas para o Futuro dos Combustíveis dos Tansportes. O documento avalia as opções da Europa para a substituição do petróleo no sector dos transportes.


O grupo, composto por associações da indústria, ONGs e funcionários da Comissão, foi elaborado pela Comissão Europeia para aconselhar sobre o desenvolvimento de estratégias políticas para combustíveis alternativos. Recorde-se que o sector dos transportes é actualmente muito dependente do petróleo, mas as preocupações com o aumento projectado na procura e a crescente emissão de gases com efeito de estufa levaram à busca de combustíveis alternativos viáveis.


O relatório identifica a electricidade através de baterias ou células de combustível de hidrogénio e os biocombustíveis como as principais opções para a substituição do petróleo nos transportes.

«Todas essas soluções possíveis têm diferentes potenciais de utilização na futura mobilidade, dependendo da concorrência do mercado e das futuras exigências dos automóveis de passageiros e veículos de carga para tráfego em áreas urbanas e viagens de longa distância», diz o relatório.

domingo, 7 de novembro de 2010

Revisão da lei da microprodução contempla hidrogénio *


As reclamações dirigidas à Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) na primeira fase do programa de microprodução, muitas delas colocando em causa a transparência e equidade do processo de registo, obrigaram a DGEG a repensar alguns aspectos do regime jurídico aplicável à microprodução.

Neste sentido, o presente decreto-lei procede à alteração do Decreto-Lei n.º 363/2007, de 2 de Novembro com o objectivo de criar condições mais simples e favoráveis para produzir electricidade em baixa tensão. Este diploma prevê o aumento da quantidade de electricidade que pode ser produzida, passando a potência para 25 MW por ano em vez dos 14 MW
previstos no regime anterior. Em relação ao ano de 2010 prevê-se que a quota de potência a alocar (25MW) já inclui a potência correspondente a este mesmo ano (14MW), nos termos do regime até agora vigente, sendo a potência em falta atribuída numa base mensal pelo período que restar até 31 de Dezembro de 2010.


Por sua vez, os procedimentos relacionados com o registo da produção no Sistema de Registo de Microprodução (SRM) foram simplificados. Com este regime o procedimento de registo passa a ser sequencial, iniciando-se com a inscrição do promotor, seguindo-se a fase de aceitação deste e
terminando com a atribuição de potência de ligação. O registo torna-se definitivo com a emissão do respectivo certificado de exploração. O Sistema apenas recusa as inscrições quando o número de produtores registados ultrapassa o limite estabelecido. Este limite depende da quantidade de electricidade que pode ser gerada por microprodução nesse ano.


Com o novo regime ficou claro que o produtor que liga a sua unidade de microprodução à Rede Eléctrica de Serviço Público (RESP) passa a vender a totalidade da energia gerada ao fornecedor de electricidade e, como tal, só o comercializador que fornece electricidade para consumo da
instalação eléctrica de utilização do produto pode celebrar o contrato de compra e venda de electricidade.


Mantém-se os dois regimes de remuneração (geral e bonificado), prevendo-se, no entanto, que o regime bonificado seja aplicável a produtores que preencham cumulativamente os seguintes requisitos:
* a potência de ligação da respectiva unidade de microprodução não seja superior a 3,68kW, ou no caso dos condomínios 11,04kW;
* a unidade de microprodução deverá recorrer a uma das seguintes fontes de energia (podendo também optar por uma combinação de fontes): solar; eólica, hídrica, cogeração a biomassa e pilhas de combustível com base em hidrogénio proveniente de microprodução renovável;
* o local de consumo deve dispor de colectores solares térmicos com um mínimo de 2 m2 de área de colector ou de caldeira a biomassa com produção anual de energia térmica equivalente.
No regime bonificado, caso a fonte escolhida seja a energia solar ou eólica não poderão ser vendidos mais de 2,4 MWh/ano por cada kW instalado, sendo esta limitação de 4 MWh/ano para todas as restantes fontes.

A tarifa é aplicável durante um total de 15 anos, subdivididos em dois períodos de tempo. Nos primeiros 8 anos, a energia é vendida a 0,40€/kWh, enquanto nos 7 anos seguintes, é aplicada a tarifa de 0,24€/kWh. O período de 15 anos é contado desde o 1º dia do mês seguinte ao do início de funcionamento. Após o período inicial de 15 anos, o produtor ingressa no regime geral (preço de custo).

Este regime prevê ainda que as entidades que prestem serviços de carácter social (escolas, hospitais, câmaras municipais, juntas de freguesia, forças de segurança, serviços públicos, etc.) possam vir a produzir até 5% dos 25 MW que podem ser gerados por ano.

Relativamente a regras sobre facturação e contabilidade, o novo regime prevê que o rendimento de montante inferior a €5000, resultante da actividade de microprodução, fica excluído da tributação em sede de IRS.

O presente diploma entra em vigor 5 dias após a sua publicação, excepto quanto às regras alteradas ou aditadas ao Decreto-Lei n.º 363/2007, que entram em vigor 45 dias após a publicação deste decreto-lei, ou seja, no próximo dia 9 de Dezembro.


*Rui Pena, Arnaut & Associados, Sociedade de Advogados, RL

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Orçamento de estado 2011 reforça aposta na inovação, mobilidade eléctrica e renováveis


A despesa total consolidada do Ministério da Economia, Inovação e Desenvolvimento ascende a 476,1 milhões de euros, verificando-se um acréscimo de 15,4 por cento comparativamente à estimativa de execução de 2010. De acordo com o Orçamento de Estado para 2011, em discussão na Assembleia da República, o segmento da Energia vai receber 9,6 milhões deste montante (1,8 por cento do orçamento da tutela), um montante só ultrapassado pelos 250 milhões adstritos ao Turismo, ou seja, cerca de 45 por cento do bolo.

No documento oficial o Governo salienta o impulso dado à Estratégia Nacional para a Energia, através do projecto da mobilidade eléctrica, a continuação da aposta nas energias renováveis e no aumento da eficiência energética. Em 2011, irá dar-se destaque à nova legislação do regime da micro-produção e mini-produção; ao lançamento de concursos para a instalação de centrais fotovoltaicas de média potência; às instalações associadas ao programa solar térmico; à simplificação do procedimento para a implementação de centrais mini-hídricas; e ao novo modelo de incorporação de biocombustíveis.

Em 2011, o Plano Tecnológico aposta nas Redes de Nova Geração (RNG), na inovação e na modernização tecnológica. Com as RNG, pretende-se acelerar a aposta na melhoria dos serviços prestados aos cidadãos e agentes económicos, em particular no apoio às empresas exportadoras, através da implementação da Agenda Digital 2015.

O Plano Tecnológico tem, também, como prioridades o estímulo à inovação e a modernização tecnológica da economia, continuando o esforço de Investigação e Desenvolvimento (I&D) mantido nos últimos anos, e reforçando a cooperação entre o tecido empresarial e os centros de investigação e de conhecimento.

O Governo promoverá uma política energética de promoção da competitividade e do crescimento económico, num quadro territorialmente integrado, através da promoção da concorrência nos mercados de energia, da dinamização do tecido empresarial nacional, da criação de valor e de emprego qualificado em sectores com elevada incorporação tecnológica, que devem dar um crescente contributo para reduzir o défice externo, através da diminuição das importações de combustíveis fósseis, sublinha o Orçamento de Estado. A aposta deverá continuar em 2011, no apoio à I&D de novas tecnologias, a execução de projectos de demonstração e a consolidação de clusters industriais de forma a manter o País na fronteira tecnológica das energias alternativas, potenciando a produção e exportação de soluções com elevado valor acrescentado, que permitam diminuir a dependência energética do exterior e reduzir as emissões de CO2.

A utilização de tecnologias mais eficientes na produção, transmissão e consumo de energia, a gestão mais eficaz da procura, através do combate ao desperdício e da promoção de comportamentos mais sustentáveis, contribuem para a promoção da eficiência energética, num quadro de racionalização da procura determinante para uma gestão integrada e optimizada da oferta de energias renováveis.

A mobilidade eléctrica é uma área chave da estratégia nacional para a energia, que constitui uma das apostas mais fortes do Governo para esta legislatura e que mobilizará investimento, tanto público como privado, com o objectivo de colocar Portugal na vanguarda deste novo paradigma de mobilidade sustentável, segundo este mesmo documento.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Infra-estruturas de hidrogénio têm de avançar no terreno


O hidrogénio será produzido por diferentes fontes de energia primária, incluindo fontes renováveis e pode ser eficaz e economicamente distribuído através de redes de distribuição existentes. A mensagem dos principais líderes mundiais de fornecedores de hidrogénio - Linde e Air Liquide, foi feita no terceiro Workshop organizado pela HyRaMP, juntamente com a Associação Europeia de Hidrogénio, dedicado a infra-estruturas de hidrogénio, realizado a 20 de Outubro, em Bruxelas.

No evento, o fornecedor global de equipamentos de infra-estrutura de hidrogénio Hydrogenics, explicou o importante contributo do armazenamento de hidrogénio em situações de carga elevada e para suavizar a integração de mais energias renováveis nas redes eléctricas.

A H2Logic, que instala e opera estações de reabastecimento de hidrogénio na Escandinávia, descreveu os procedimentos de autorização global de estações de reabastecimento de hidrogénio nos países nórdicos, que poderia ser um exemplo para os processos mais complicados em alguns dos Estados Membros da União Europeia.

Os representantes da Comissão Europeia, apresentaram a política da UE relevantes no domínio da energia, transportes, indústria e desenvolvimento regional.

As perspectivas sobre o futuro potencial destas tecnologias foi transmitido pelo presidente e do director da Joint Undertaking para células a combustível e hidrogénio. A reunião foi encerrada com a apresentação de uma extensa pesquisa sobre o desenvolvimento de infra-estruturas de hidrogénio realizada em 30 membros do HyRaMP, de 13 países europeus.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Europa cria União da Inovação


A Comissão Europeia lançou ainda em Setembro, a «União da Inovação» que estabelece uma abordagem estratégica em matéria de inovação. A ideia é concentrar os esforços da Europa - e a cooperação com países terceiros - em desafios como as alterações climáticas, a energia e a segurança alimentar, a saúde e o envelhecimento da população.


Assim, será utilizada a intervenção do sector público para estimular o sector privado e eliminar estrangulamentos que impedem que as ideias cheguem ao mercado. Entre estes contam-se a falta de financiamento, a fragmentação dos sistemas de investigação e dos mercados, uma subutilização dos contratos públicos em prol da inovação e a lentidão na adopção de normas. A União da inovação é uma componente emblemática da Estratégia Europa 2020.


Esta abordagem estratégica inclui a criação de «Parcerias Europeias de Inovação» entre os sectores público e privado para que projectos inovadores tenham mais rapidamente expressão no mercado. As parcerias deverão intensificar o financiamento das actividades de I&D, coordenar de forma mais eficaz o investimento e contribuir para a actualização da regulamentação e das normas em função das necessidades da economia de hoje.


No início de 2011 será lançada uma parceria-piloto sobre envelhecimento activo e saudável, tendo como objectivo alargar em dois anos, até 2020, o período das nossas vidas em que gozamos da boa saúde. Seguir-se-ão outras parcerias em domínios como a energia, mobilidade e cidades «inteligentes», eficiência hídrica, matérias-primas não energéticas e agricultura sustentável e produtiva.


Dado que a investigação e o desenvolvimento desempenham um papel importante na inovação, importa reduzir as disparidades existentes entre a Europa, os Estados Unidos e o Japão, aumentando o investimento em I&D para 3 % do PIB.


Segundo um novo estudo, a realização desse objectivo poderia criar 3,7 milhões de empregos e resultar num crescimento anual que poderia atingir 795 mil milhões de euros. Para tal, será necessário mais um milhão de investigadores.


A União da Inovação procura melhorar também o acesso ao financiamento e a trabalhadores qualificados, reduzir a burocracia e os custos do registo de novas patentes.


As medidas propostas incluem ainda indicadores que avaliam a quota de empresas inovadoras em crescimento rápido na economia e classificam as universidades. O pacote inclui ainda propostas para aumentar a circulação de investimentos de capital de risco transfronteiras.


Para mais informações consulte aqui.

domingo, 17 de outubro de 2010

Oportunidades de formação no CERN, ESA e ESO


No âmbito do protocolo estabelecido entre a Agência de Inovação, o CERN (Laboratório Europeu de Física de Partículas), a ESA (European Space Agency) e o ESO (European Southern Observatory), a AdI - Agência de Inovação oferece oportunidades de formação e treino, pelo período mínimo de 1 ano e máximo de 2, permitindo a jovens engenheiros portugueses desenvolverem um plano de formação complementar (on-the-job-training), em domínios tecnológicos estratégicos para o aumento da competitividade das empresas portuguesas.


Os interessados podem candidatar-se em http://www.adi.pt/3410.htm até 29 de Outubro aos estágios que o CERN, a ESA e o ESO, em colaboração com a Agência de Inovação e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, têm para oferecer.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

LNEG recebe sede do Instituto Energético do Atlântico










O Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) foi convidado pela Federação das Câmaras de Comércio e Industria da América do Sul (FEDERASUR) para receber a sede do Instituto Energético do Atlântico. A ideia é estabelecer uma aliança com vista à cooperação na investigação e inovação em Energia.





O objectivo deste Instituto é a criação de um pólo virtual para explorar as sinergias entre os países da América Latina e de expressão portuguesa, países com potencial de desenvolvimento que poderão aproveitar o conhecimento europeu.





Empenhados na Neste encontro, que contará com a presença do especialista em Engenharia Nuclear e Planeamento Energético, Ildo Saeur (/ver CV em anexo/), e O embrião do futuro Instituto Energético do Atlântico foi apresentado esta semana pela Presidente do LNEG, Teresa Ponce de Leão. O novo instituto será alicerçado em princípios já demonstrados na Europa através do exemplo da European Energy Research Alliance, de que Portugal é um dos membros fundadores.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Portugueses descartam carro eléctrico como primeira opção*



O estudo foi realizado pela Data E, a pedido da Adene, e incidiu sobre as 21 cidades portuguesas que fazem parte da rede MOBI.E. Do total de 1663 inquiridos, 96,5 por cento conhecem ou têm informação sobre o assunto e, em média, 11,7 por cento dizem ter a intenção de adquirir um veículo eléctrico.

A cidade onde mais pessoas querem aderir à mobilidade eléctrica é Torres Vedras, com 27,9 por cento, seguida de Aveiro, com 25 por cento. Santarém é a cidade onde menos automobilistas estão convencidos relativamente ao carro eléctrico: segundo o estudo, apenas 2,7 por cento tem intenção de comprar.

Estes resultados têm que ver também com o preço praticado no mrcado dos eléctricos, que segundo 74,1 por cento dos inquiridos devia ser mais baixo. 41,7 por cento acha que os portugueses pensariam na questão com mais atenção se os incentivos passassem pela redução do imposto automóvel, 35,1 por cento acha que o caminho passaria pelo benefício fiscal no IRS, 24,1 por cento fala da redução do preço do carro e 23,8 por cento de uma redução do IVA.


*AmbienteOnline

MIT Portugal vai vigorar por mais cinco anos *


O Governo vai começar a negociar a renovação do programa MIT Portugal (Massachusetts Institute of Technology), garantiu Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, à margem da 2ª Conferência Anual do Programa MIT Portugal, que decorreu no Porto. Segundo frisou, “o MIT é desde a primeira hora uma prioridade na política científica portuguesa”.

Saliente-se que o programa visa uma interacção das comunidades científicas e das empresas, com vista a criar valor à economia portuguesa. A um ano de terminar o programa MIT Portugal, o objectivo é estendê-lo por mais cinco anos. “As negociações para o novo programa serão feitas no decorrer do próximo ano” e terão em conta “as condições onde vamos continuar a trabalhar, onde vamos investirmais e o que vamos trabalhar”, adiantou Mariano Gago.

Com o apoio do MIT, vamos “deixar de pensar em‘start-ups’ da forma tradicional e começar a pensar à escala mundial”. Afinal, frisou, “há projectos de investigação que podem dar origem à criação de empresas”. Para o ministro, o programa MIT Portugal marcou “uma viragem muito grande nas relações com as melhores universidades do mundo, alterou o trabalho conjunto das universidades portuguesas como nunca tinha acontecido”.

Mariano Gago sublinhou ainda que o programa “foi muito bem sucedido” num prazo muito rápido. “Não estava à espera que fossem atingidos todos estes objectivos num curto prazo”, disse o ministro, reconhecendo: “Podemos ser mais ambiciosos no futuro”, quer na ampliação da internacionalização das universidades, nomeadamente no ambiente transatlântico que o MIT proporciona, como também num maior envolvimento com as empresas.

Neste ponto, Joel Clark, do MIT, salientou que “é preciso trabalhar com empresas a que interesse os projectos”, pois a mais-valia é que tenham potencialidades de aplicação e/ou comerciais. Já Dan Roos, director do programa MIT Portugal, fez questão de sublinhar na sua intervenção que “este é o maior programa internacional” do instituto norte- americano. E isso deve-se ao “empenhamento político” no programa, ao “foco na qualidade” e à prossecução de “alterações culturais, que vão demorar uma década”.

Segundo afirmou, com o programa pretende- se “atrair osmelhores não só em Portugal, como no mundo e preparar a próxima geração de liderança”. Na conferência, foram ainda abordadas áreas de investigação como a mobilidade eléctrica, as células estaminais e novos dispositivos médicos e os sistemas inteligentes.

* Diário Económico

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Comissário da Energia quer novo plano de acção para a eficiência energética


Os resultados da Consulta Pública da Estratégia de Energia 2011-2020 foram apresentados pela Comissão Europeia a 30 de Setembro, em Bruxelas, durante a Conferência sobre o futuro da política energética.

Na abertura da conferência, o Comissário Europeu para a Energia, Günther Oettinger, deu uma visão sobre as suas prioridades para a próxima estratégia de energia. O responsável enfatizou que a sua primeira prioridade é colocar em prática um novo plano de acção para a eficiência energética, promovendo a maioria das tecnologias de eficiência energética, redes inteligentes, e o armazenamento de energia.


No final de Outubro, o Comissário Oettinger prometeu divulgar um relatório que faz a súmula da Legislação sobre Energia, olhando para a pobreza energética e as medidas que precisam de ser tomadas.


A estratégia de energia para 2020 é esperada no final de Outubro de 2011.

Atribuição de bolsa de técnico de investigação no LNEG


Encontra-se um aberto concurso para atribuição de uma Bolsa de Técnico de Investigação no âmbito do Projecto “Nova Via de Produção de Electrólitos La9.33(Si/GeO4)6O2 para células de combustível (IT-SOFCs)”, até ao dia 15 de Outubro.

Para mais informações consulte
Edital Nº 37/2010 - Bolsa de Técnico de Investigação no âmbito do Projecto Nova Via de Produção de Electrólitos La9.33(Si/GeO4)6O2 para células de combustível (IT-SOFCs)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Obama vows to make energy top priority for 2011


União Internacional de Transportes Públicos apela a uma mudança nos hábitos de transporte


" Mobilidade mais inteligente, uma vida melhor "

A edição de 2010 da Semana Europeia da Mobilidade teve lugar, entre o dia 16 e 22 do corrente, em mais de 2000 cidades europeias, entre elas Lisboa. Apoiada pela União Internacional de Transportes Públicos (UITP), a Semana Europeia da Mobilidade tem como objectivo levar os cidadãos a repensar os seus hábitos de transporte. Um amplo conjunto de iniciativas pretenderam promover opções sustentáveis e de mobilidade activa, tais como caminhar, andar de bicicleta e transportes públicos, como meio de resolução da inactividade física, do excesso de peso e da obesidade, diminuir os acidentes de viação e contribuir para o bem-estar físico e mental dos cidadãos.

A UITP, defensora global dos transportes públicos e da mobilidade sustentável, salienta que o transporte público contribui para a melhoria do ambiente e da saúde, melhorando a qualidade de vida nas cidades e ajudando as pessoas a "viver melhor". O transporte público tem um impacto positivo sobre:

· Ruído: O ruído do tráfego isolado prejudica a saúde de 1/3 dos Europeus, mas o problema pode ser combatido através de uma combinação de desenvolvimentos técnicos, medidas de ordenamento do território e políticas para influenciar a repartição modal e os hábitos de transporte.

· O ar puro: A poluição atmosférica é a causa de muitas infecções respiratórias e doenças cardiovasculares. Por passageiro, o transporte público polui 10 a 100 vezes menos que os carros, dependendo do percentual de tracção eléctrica.

· Segurança: Os acidentes de viação resultam na morte de cerca de 127.000 pessoas e ferem pelo menos 2,4 milhões na UE a cada ano, custando cerca de 2% do PIB da UE. O transporte público é 5 a 10 vezes mais seguro que os carros por passageiro/km (Organização Mundial de Saúde - OMS).

· Obesidade:1/3 da população mundial é afectada pela obesidade e excesso de peso (OMS). Os modos de viagem activos, tais como caminhar, andar de bicicleta ou de transportes públicos, é uma importante solução para o problema da inactividade física. Estudos científicos demonstram que mesmo pequenos aumentos na actividade física podem trazer enormes benefícios para a saúde (C. Bouchard, Actividade física e saúde, 2001).


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Portugal Tecnológico 2010 dedicado à Mobilidade Eléctrica


A Mobilidade Eléctrica e a Eficiência Energética são os temas em destaque no Portugal Tecnológico 2010, que começa amanhã e se prolonga até ao dia 26. Os visitantes podem contactar com as últimas tecnologias mundiais nestas áreas - experimentando inclusive a condução de veículos eléctricos – e assistir a conferências temáticas com oradores nacionais e internacionais.


Previsto para uma área de cerca de 40 mil m2, abrangendo pela primeira vez os quatro pavilhões da FIL e envolvendo mais de uma centena de empresas tecnológicas e entidades com projectos inovadores, o Portugal Tecnológico 2010 apresentará as melhores soluções em áreas tão distintas como a Mobilidade Eléctrica, Energias Renováveis, a Educação, a Saúde, as Comunicações, os Transportes e a Segurança, entre outras. Tecnologia, Inovação, Demonstração e Internacionalização são as palavras-chave que caracterizam o Portugal Tecnológico 2010.


O principal objectivo do Portugal Tecnológico 2010 é demonstrar como as empresas de diversas áreas de actividade, nos serviços públicos e empresariais, aplicam as mais recentes inovações tecnológicas na sua actividade diária e exemplificar como as redes de conhecimento e as regiões inovadoras contribuem para o desenvolvimento do País e para a qualidade de vida dos cidadãos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

MIT Portugal organiza segunda conferência anual


O Programa MIT Portugal vai realizar, no próximo dia 28 de Setembro, a sua segunda conferência anual, desta feita subordinada ao tema «Creating value through Systems Thinking».


Este encontro tem como objectivos relançar o 5º ano do Programa MIT Portugal, fazer um balanço e debater o trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos nas quatro áreas focais ligadas aos sistemas de engenharia: Engenharia de Concepção e Sistemas Avançados de Produção; Sistemas de Energia Sustentáveis; Sistemas de Bioengenharia; Sistemas de Transportes.


O evento vai reunir indústria e universidades, estudantes e jovens empresários, CEOs e investigadores.


No dia 27 de Setembro, o Programa MIT Portugal irá organizar um conjunto de sessões temáticas com todos os estudantes de doutoramento do Programa MIT Portugal, para que possam criar uma rede de contactos pessoais com outros estudantes que, estando noutra escola, ou pais, estão a desenvolver trabalhos similares aos seus.

domingo, 19 de setembro de 2010

China targets seven strategic industries for growth *


China reaffirmed its intention to promote seven new strategic industries, including alternative energy and biotechnology, and spur firms in those sectors to expand abroad.

The State Council, China's cabinet, said it would encourage banks to lend to the cutting-edge sectors.

It also urged venture capital firms and private equity funds to finance their growth, according to a statement posted on the main government portal, www.gov.cn.

The other industries are new-generation information technology, high-end equipment manufacturing, advanced materials, alternative-fuel cars and energy-saving and environmental protection.

Plans to develop the seven sectors are likely to feature prominently in the 2011-2015 five-year plan that the ruling Communist Party is now drafting.


* in Reuters

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Parlamento Europeu aprova planos de energia de 115 milhões de euros



O Comité da Indústria, Investigação e Energia, do Parlamento Europeu, aprovou planos para cerca de 115 milhões de euros, como parte dos recursos não afectados da dotação do Programa Europeu de Recuperação de Energia (EEPR, da sigla em inglês).


O Parlamento Europeu conseguiu influenciar a utilização do montante ainda disponível dos cerca de 3,98 mil milhões de euros do EEPR, lançado em Julho de 2009 para projectos locais.


O EEPR financia parques eólicos offshore, projectos de captura e armazenamento de carbono (CCS), entre outro tipo de iniciativas como o transporte de limpeza em torno das cidades; a instalação de redes de energia mais inteligentes e mais eficientes; a substituição da iluminação pública para sistemas mais eficientes, alimentados a energia solar ou que desligam automaticamente; recurso a contadores inteligentes de energia.

sábado, 11 de setembro de 2010

Livro perspectiva sociedade do hidrogénio


O livro «The Hydrogen Society, More Than Just a Vision?» dá uma visão geral da actual situação energética e perspectiva a visão de um futuro dourado. A obra apresenta e explica a produção de hidrogénio através da energia solar directa como uma opção possível para um sistema energético sustentável e inteligente.

«The Hydrogen Society, More Than Just a Vision?» é dirigido às empresas de energia, fabricantes e responsáveis políticas, bem como qualquer pessoa interessada no futuro da humanidade e do planeta Terra.

O livro é da autoria de Arno A. Evers, tem 190 páginas e chegou às bancas em Abril deste ano.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Feira Ecomondo prepara reuniões bilaterais de negócios


A Agência de Inovação (ADI), como parceira da rede Enterprise Europe Network, está a organizar em paralelo com a ECOMONDO, um evento de brokerage, que permitirá aos participantes nesta feira o acesso a reuniões bilaterais com as empresas e os centros de investigação mais inovadores da área.

A feira ECOMONDO é uma das maiores feiras europeias na área do ambiente, bioenergia e desenvolvimento sustentável, que se realiza de 3 a 6 de Novembro, em Rimini, Itália. No ano passado contou com mais de mil expositores, 60 mil visitantes e 200 eventos associados. Também em 2009 o brokerage contou com mais de 170 participantes entre empresas, clusters, incubadoras e centros de I&D, tendo sido realizadas cerca de 500 reuniões de negócio, o que torna o evento uma dos mais importantes a nível europeu nesta área.

A participação no brokerage é gratuita e dá direito a entradas gratuitas na feira. A submissão de perfis tecnológicos pode ser feita até 4 de Outubro e o pedido de reuniões bilaterais é aceite até dia 14 de Outubro.

Os registos podem ser feitos em www.b2match.com/ecomondo2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Brasil desenvolve primeiro autocarro a hidrogénio com tecnologia totalmente nacional


O Brasil desenvolveu o primeiro autocarro movido a hidrogénio, com tecnologia totalmente brasileira. O veículo, criado pelo Instituto Alberto Luís Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), será uma das opções de transporte na capital fluminense durante o Campeonato do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O projecto teve como parceria a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). Anteriormente já tinha sido desenvolvido um autocarro deste tipo, mas com tecnologia mista (brasileira e alemã).

O que diferencia este veículo de outros siimilares que já circulam na Europa, por exemplo, é que as pilhas de combustível podem ser abastecidas tanto com hidrogênio, como por meio da rede eléxtrica comum. Além disso, o autocarro é equipado com um sistema capaz de transformar a energia libertada durante as travagens em electricidade.

O sistema de recuperação de energia cinética é o mesmo utilizado nos carros da Fórmula1. A diferença é que, nessa modalidade, serve para aumentar a velocidade, enquanto, no autocarro, é utilizado para ampliar a eficiência energética e economizar combustível. O hidrogênio que abastece o autocarro fica armazenado em dois cilindros com um tubo interno de alumínio, revestido por um polímero de alta densidade e amarrado com fibras de carbono. O veículo carrega 15kg de hidrogénio nos dois cilindros, o que lhe dá uma autonomia de 300km.


Por enquanto, foi produzido um protótipo do veículo para circular pela Cidade Universitária, transportando alunos, professores e funcionários.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estratégia Europeia de Energia tem de reforçar apoio no hidrogénio



A necessidade urgente de apoio político para facilitar a penetração no mercado das primeiras aplicações do hidrogénio comercial, que contribuem para um consumo mais eficiente de energia e com menos carbono, é o centro da posição da Associação Europeia de Hidrogénio, da qual faz parte a AP2H2, para a Estratégia Europeia de Energia para 2011 – 2020.



Se a energia e o sistema de transporte da Europa estão a ser redireccionados no sentido de uma maior utilização da energia eléctrica como portador de energia, o uso de hidrogénio como outro transportador de energia poderia acelerar e expandir os objectivos da EU na "descarbonização”, proporcionando um meio de armazenamento flexível de energia produzida por diferentes fontes num cabaz energético local, alerta a EHA.



A posição da associação pode ser descarregada aqui.

Iniciativa para veículos eléctricos promove veículos com células de combustível em 23 países


Na primeira reunião da Ministerial Clean Energy, que decorreu em Washington, a 19 e 20 de Julho, os ministros representantes de 23 países reafirmaram seu compromisso com os objectivos anteriormente anunciados para a implantação de veículos eléctricos, incluindo veículos com células de combustível, que a Agência Internacional de Energia (AIE) criar uma dinâmica de mercado global de liderança de, pelo menos, 20 milhões de veículos eléctricos em todo o mundo, em 2020.



Para atingir esta meta, os ministros estão a lançar a Iniciativa para Veículos Eléctricos (EVI), que irá proporcionar um fórum para a cooperação global no desenvolvimento e implantação de veículos eléctricos. Os países acordaram fazer o lançamento de um programa piloto para cidades que promova demonstrações de veículos eléctricos nas zonas urbanas; partilhar informações, conforme o caso, sobre os níveis de financiamento e outros recursos de programas de investigação e desenvolvimento de tecnologias de veículos eléctricos, para garantir que o investimento colectivo seja estrategicamente direccionado para as mais importantes lacunas no desenvolvimento global da tecnologia dos veículos; e partilhar informações, se necessário, sobre metas de implantação de veículos eléctricos, bem como as melhores práticas e políticas, para permitir o progresso em direcção a essas metas.



Os países participantes são China, França, Alemanha, Japão, África do Sul, Espanha, Suécia e Estados Unidos. Outros parceiros iniciais incluem a Agência Internacional de Energia, que se comprometeu a continuar as discussões através de mesas redondas de alto nível organizada pela AIE, durante o Salão de Paris no Outono de 2010 e o Shanghai Motor Show, na Primavera de 2011.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Avião europeu faz testes de voo com célula de combustível


Um avião movido a células de combustível de hidrogénio, desenvolvido pelo projecto ENFICA-FC, completou uma série de voos de teste no aeroporto de Reggio Emilia, em Itália, estabelecendo novos recordes de velocidade e resistência para aviões eléctricos da classe C.

A União Europeia está a apoiar o desenvolvimento de aviões "mais eléctricos" e "totalmente eléctricos". As principais vantagens das tecnologias eléctricas na aviação incluem baixas emissões e baixo ruído, particularmente importante para os aviões de transporte regional que descolam e aterram em áreas urbanas.


O objectivo do projecto ENFICA-FC, que inclui dez parceiros de toda a UE, era fazer uma demonstração de voo tripulado num avião eléctrico, utilizando células de combustível como fonte de energia principal. Ao longo de três anos foi projectado, desenvolvido e instalado um sistema de alimentação de combustível baseado em células de combustível num avião ultra-light, construído na República Checa.


O avião Rapid 200 FC completou o voo inaugural a 20 de Maio, utilizando um sistema totalmente híbrido de energia eléctrica, compreendendo uma célula de combustível PEM de 20kW e 20 kW bateria Li-Po. O piloto de testes Marco Locatelli realizou uma primeira descolagem mecânica, seguido de um voo de teste de 11 minutos.


O nível de voo atingido foi de 700 metros e 130 km / h. Mais testes oram realizados nos dias 26 e 27 de Maio, tendo sido estabelecido um novo recorde mundial de velocidade de 135 km / h para aviões eléctricos da classe C (quatro corridas consecutivas ao longo de um curso de 3 km, como por FAI Sporting Code).

quinta-feira, 15 de julho de 2010

AP2H2 estabelece acordo de cooperação com DGAE


A Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio - AP2H2 estabeleceu um acordo de colaboração com a Direcção-Geral das Actividades Económicas - DGAE. O acordo prevê a «troca de informação de interesse mútuo», bem como a realização de «acções de informação ou eventos conjuntos».


O objectivo deste acordo é a consulta recíproca sobre o desenvolvimento das acções realizadas no quadro das respectivas intervenções e participação de âmbito nacional e internacional.


Celebrado a 1 de Julho entre José Campos Rodrigues, presidente da AP2H2, e Mário Lobo, director da DGAE, o protocolo é válido por um ano.



terça-feira, 13 de julho de 2010

AP2H2 aponta limitações da Estratégia Nacional para a Energia - ENE 2020


1. Enquadramento geral
O documento da Estratégia Nacional para a Energia 2020 é um documento que se considera marcar uma nova fase da política energética nacional, determinada pela:
· Imperiosidade da sustentabilidade ambiental
· Redução da dependência dos combustíveis fósseis
· Maximização do aproveitamento dos recursos endógenos
· Redução dos impactes dos custos da energia nas balanças comercial e de pagamentos
O documento pretende ainda fazer a ponte entre a política energética e a política económica, atribuindo ao sector de energia a potencialidade de se constituir como um novo cluster de especialização competitiva da economia nacional no mercado global.
São objectivos meritórios que têm a total concordância da AP2H2, no sentido de se criar um novo paradigma energético sustentável fortemente apoiado nas energias renováveis.
Este modelo, tal como apresentado tem, no entanto, dois condicionantes que podem limitar, ou mesmo comprometer, o seu sucesso:
A intermitência e a aleatoriedade das FER que impedem a valorização maximizada do seu potencial por imperativos de gestão de rede;
As FER não respondem de forma adequada e sustentável às necessidades do sector de transportes, principal responsável pelas emissões de gases de efeito de estufa, e que continua altamente dependente de hidrocarbonetos.
A primeira condicionante obriga a soluções de armazenagem de energia que compatibilize os diagramas da oferta com os da procura de energia. A bombagem é um contributo mas como se pode concluir do documento em análise claramente insuficiente para os objectivos actuais de FER, nomeadamente de energia eólica. A segunda condicionante põe o desafio dos combustíveis renováveis. Os biocombustíveis e as baterias são contributos importantes, mas insuficientes para uma resposta adequada às necessidades do sector.
O Hidrogénio renovável (isto é obtido a partir de fontes renováveis) é a chave que vai permitir consolidar e dar estabilidade ao modelo, armazenando energia, ajustando os diagramas da oferta e da procura e constituindo o combustível alternativo para a mobilidade sustentável.
2. O Hidrogénio como Vector Energético
Não sendo uma fonte primária de energia o Hidrogénio renovável obtém-se por electrólise da água, assegurando o armazenamento da energia excedentária na rede. Essa energia assim armazenada pode depois ser reconvertida em energia eléctrica e reintroduzida na rede em momentos de escassez de oferta ou na alimentação de veículos eléctricos.
Este contributo do Hidrogénio na viabilização do novo modelo energético é hoje consensual nas políticas energéticas e económicas de todos os principais players do mercado global:
É um regulador da intermitência e da aleatoriedade das FER
É um combustível susceptível de utilização nos transportes, viabilizando planos ambiciosos de contribuição das FER sem as limitações dos biocombustíveis ou do automóvel eléctrico a baterias.
A AP2H2 manifesta a sua satisfação pelo facto da ENE2020 reconhecer esta contribuição estratégica das tecnologias do Hidrogénio para o novo paradigma energético, que molda a estratégia apresentada. Mas, face ao actual estado da arte e à competitividade já demonstrada por estas tecnologias consideramos que o plano poderia ser mais ambicioso e contemplar já a contribuição destas tecnologias no sector de transportes no horizonte temporal apresentado de 2020.
É este o caminho para que julgamos apontar os Road Map em elaboração em outros países da UE, e será interessante constatar em que medida as respectivas estratégias para 2020 prevêem a contribuição do Hidrogénio renovável.
A ENE2020 será, esperamos um exercício em permanente actualização, face à evolução e actualização dos dados. Esperamos que novas actualizações da estratégia possam já contemplar como julgamos viável e desejável esta contribuição do Hidrogénio, em sintonia com a abordagem de outros Países da União Europeia.
3. Definir o Caminho
Para que o plano se realize há que preparar os instrumentos que nos permitam cumpri-lo e planear as fases seguintes (2020 a 2050). O vector Hidrogénio, estamos seguros, será uma componente relevante do cabaz energético em implementação.
O valor acrescentado nacional nesse mercado emergente depende das decisões que hoje forem tomadas. Para que esse valor acrescentado seja relevante, enquanto parte do cluster de energia em construção, será fundamental:
O estabelecimento de um plano de IDT nestas tecnologias, com clara identificação dos nichos de especialização em que pretendemos ganhar competitividade;
O apoio a iniciativas de demonstração que permitam avaliar a fiabilidade e a competitividade destas tecnologias nos seus vários campos de aplicação
Falamos de uma estratégia que se corporize numa iniciativa mobilizadora das capacidades e de criação de novas competências pois ainda está aberta a janela de oportunidade criada por este novo vector energético.
A AP2H2 declara a sua disponibilidade para colaborar com todas as entidades responsáveis e interessadas na construção desse caminho, que consideramos ser imperativo na defesa dos interesses nacionais.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Agência de energia Oeste Sustentável tem nova direcção


Maria Susana Carvalho é a directora da Oeste Sustentável, empresa da Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste. A responsável irá trabalhar na implementação de projectos de soluções inovadoras para a promoção da gestão sustentável dos recursos naturais da região.


A ideia é transformar a região Oeste num pólo de energias alternativas, para torná-la auto-suficiente. A primeira iniciativa passa por colocar 1500 relógios astronómicos em equipamentos de iluminação pública, permitindo o controlo automático da ligação e corte da iluminação pública em função do pôr e nascer do sol, respectivamente. “Vão permitir reduzir entre 30 a 35% a factura eléctrica da iluminação pública já em 2011”, indicou.


Outro dos programas prevê a elaboração de um diagnóstico energético da região para saber onde se poderá reduzir a emissão dos gases com de efeito estufa, numa fórmula adaptada a cada um dos Municípios, porque “cada um tem a sua realidade, recursos naturais e potencialidades diferentes”.


Maria Susana Carvalho quer igualmente realizar um estudo energético das instalações municipais, para que todos os edifícios públicos possam funcionar mais eficientemente. “Por exemplo, após uma vistoria de um técnico a uma piscina Municipal, pode-se saber no final o que fazer para reduzir o consumo em 40% na factura energética”, explicou a responsável.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Primeiro posto de abastecimento de carros eléctricos é inaugurado em Lisboa




Um ano depois do lançamento do programa de mobilidade do carro eléctrico, o primeiro ponto de carregamento da rede piloto foi inaugurado no Parque das Nações, em Lisboa. Portugal tem em marcha a «rede mais moderna, inteligente e integrada em todo o mundo» para abastecimento de automóveis eléctricos, afirmou o Primeiro-Ministro na inauguração. «A entidade gestora vai permitir que qualquer cartão de abastecimento seja aceite em toda a rede. Qualquer cliente de qualquer fornecedor pode abastecer com o cartão Mobi. E em que qualquer posto», afirmou José Sócrates.




«Por detrás deste primeiro ponto, está todo um sistema, uma plataforma integradora que permite que à medida que se acrescentam pontos eles formem uma rede. Este sistema integrado, com inteligência, permite fazer a diferença e tornar esse sistema muito atractivo até no exterior do País», frisou o responsável do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal, João Dias.




A inspiração para o projecto piloto veio da rede multibanco. «O conceito aqui foi o mesmo: fazer com que um utilizador, com um único cartão, tivesse acesso a todas as estruturas, todos os pontos de carregamento da rede Mobi.E», explica João Dias. Assim, os utilizadores vão ter possibilidade de escolher um cartão associado a uma das empresas que «comercializa» a mobilidade eléctrica e poder carregar o seu carro em qualquer ponto do País, independentemente de quem lhe está a facturar a electricidade.



Os custos de carregamento dos carros eléctricos deverão ficar entre 1,5 euros e 4,5 euros por cada 100 quilómetros, sendo que o valor mais baixo diz respeito a um automóvel abastecido durante a noite, na casa do proprietário, num regime de tarifa bi-horária. Já o preço mais elevado deverá corresponder a um posto de carregamento rápido, que reduz o tempo para o automóvel ficar com a bateria pronta a utilizar.




O Coordenador do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal estima que, em 2020, com uma penetração de 10 por cento de carros eléctricos, «o negócio da venda de electricidade para os veículos, o fee [taxa] de carregamento dos pontos, o sistema de gestão e a produção e fabrico dos carregadores represente um volume anual estimado de 800 a 810 milhões de euros».



domingo, 4 de julho de 2010

QREN apoia eficiência energética de PME


Encontra-se aberto até 31 de Agosto, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o concurso para apoiar as Pequenas e Médias Empresas (PME) a concretizarem objectivos de eficiência energética.


Esta nova iniciativa, integrada no âmbito do "Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME - Diversificação e Eficiência Energética", enquadra-se na Estratégia Nacional para a Energia 2020 que, sob a denominação Novas Energias e a marca Re.New.Able, prevê um conjunto de eixos estratégicos nos quais se inclui a eficiência energética.


Podem ser apoiados projectos que incluam investimentos na instalação de sistemas solares térmicos para aquecimento de águas sanitárias ou climatização, bem como investimentos relacionados com a envolvente passiva, como sejam a instalação de isolamentos térmicos ou a correcção de factores solares em vãos envidraçados.


Para concorrer ao apoio financeiro, as empresas devem comprovar o seu estatuto de PME, efectuar uma auditoria para levantamento de necessidades energéticas e apresentar um plano de implementação detalhado e uma certificação final aos edifícios objecto das medidas de melhoria, que ateste o nível de eficiência atingido com o investimento.


Com um limite de despesa elegível entre 10 mil e 500 mil euros, os projectos candidatos devem ter em vista a promoção da competitividade da empresa, através do aumento da produtividade, da flexibilidade e da capacidade de resposta e presença activa no mercado global, por via da utilização do factor de competitividade – eficiência energética.


Mais informações podem ser consultadas aqui.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Associação Europeia de Hidrogénio tem novo presidente

Iam Williamson, director da Air Produtos de Hidrogénio, foi apontado como o novo presidente da Associação Europeia de Hidrogénio (EHA, da sigla em inglês) pela Assembleia Geral, a 22 de junho, em Bruxelas.

Ian sucede a Lars Sjunnesson, que transformou a associação, então com cinco associações nacionais fundadoras, numa organização europeia de referência , representando 19 associações nacionais e os principais fornecedores das infra-estruturas de hidrogénio na Europa - a Air Products Shell, Statoil, ENI, Linde, e a Air Liquide.

Massimo Prastaro, da ENI e Stein Briskebey, do Norsk Fórum, foram nomeados com novos membros do conselho EHA.

No seu discurso de aceitação, Ian Williamson enfatizou a necessidade de alavancar a cobertura europeia de actividades industriais e nacionais, de modo a acelerar a adopção do uso de hidrogénio em toda a Europa. O responsável indicou que a associação pretende aumentar as oportunidades da sua rede entre as associações da indústria e dos actores nacionais, bem como entre eles.

sábado, 26 de junho de 2010

Mazda vai a Le Mans com carro a hidrogénio*



A Mazda regressará este ano às 24 Horas de Le Mans, prova que venceu em 1991 com o primeiro e único carro de corridas com um motor rotativo, e, uma vez mais, com um veículo revolucionário. O Mazda RX-8 Hydrogen RE Sport Coupe estará disponível como carro de demonstração no evento “Le Mans vers le future”.

Em memória da sua inesquecível vitória em 1991, o piloto do RX-8 será Yojiro Terada, um veterano piloto que participou em 29 provas de resistência em Le Mans, incluindo 16 com a Mazda, e, claro, como membro da equipa que subiu ao pódio há 19 anos.

O evento “Le Mans vers le future” acontece pela primeira vez nesta corrida e irá apresentar vários veículos com motorizações alternativas (eléctricos, híbridos, gás natural ou hidrogénio). O coupé Mazda RX-8 Hydrogen RE é equipado com um motor rotativo de duplo combustível que é particularmente eficiente em hidrogénio com zero de emissões. Está actualmente disponível para compra no Japão e Noruega.



*Publicado in Jornal de Notícias

terça-feira, 15 de junho de 2010

Novo livro desvenda tudo sobre tecnologia de células de combustível


O livro Introdução à Ciência e Tecnologia de Células a Combustível, de Marcelo Linardi, tem por base o material didáctico utilizado nos cursos de pós-graduação, associados à Universidade de São Paulo, com o mesmo nome e pretende introduzir o aluno de licenciatura e pós-graduação à Ciência e Tecnologia de Células de Combustível.

A presente obra divide-se em 6 capítulos e cobre aspectos electroquímicos e tecnológicos centrais no conhecimento sobre Células de Combustível numa extensão de 152 páginas, ideal para aqueles que pretendem conhecer melhor este emergente conceito de conversão de energia.

A primeira parte deste trabalho faz a revisão dos conceitos básicos das células galvânicas e da cinética de eléctrodo. O capítulo sobre Células a Combustível analisa os componentes de uma célula unitária e classifica os diferentes tipos de tecnologia existentes, introduzindo as vantagens e aplicações. Segue-se um capítulo sobre Sistemas de Células de Combustível onde é dado ênfase à unidade de processamento do combustível, incluindo os que utilizam gás natural ou etanol. A produção de hidrogénio a partir de electrólise da água é também abordada, assim como os materiais e tecnologias de armazenamento de Hidrogénio.

O capítulo final foca as perspectivas e tendências de desenvolvimento da tecnologia e assinala os objectivos gerais e específicos do Programa de Investigação do IPEN em Células a Combustível e Hidrogénio.

O autor é Doutorado em Engenharia Química pela Universidade de Karlsruhe (1992) e possui um pós-doutoramento feito na Universidade de Darmstadt (1998), Alemanha. É actualmente Investigador Titular no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares no IPEN-São Paulo, Brasil.



*C.M. Rangel
Investigador Coordenador do LNEG/
Prof Catedrático Convidado DEMAT/IST

domingo, 13 de junho de 2010

EUA pulbica relatório de progresso sobre a tecnologia de hidrogénio e de células de combustível



A Fuel Cell 2000 elaborou um relatório de progresso sobre a tecnologia de hidrogénio e de células a combustível nos Estados Unidos. A obra retrata o que diversos estados estão a fazer nestes domínios: investimentos, instalações em curso e medidas concretas de preparação.


Também se encontram informações sobre os projectos e as instalações que existem hoje. Por exemplo, existe agora um maior número, de empilhadeiras movidas a célula de combustível em operação os E.U.A - pelo menos 500 -, estando previsto que ainda este ano entrem ao serviço, pelo menos, outras 1000.


Consulte o documento aqui.

Primeiros táxis movidos a hidrogénio chegam a Londres ainda este ano


O Reino Unido desenvolveu um táxi híbrido, com zero emissões de poluentes, que estará em pleno funcionamento nas ruas de Londres, em 2012, durante os Jogos Olímpicos. Com a designação de Black Cab Fuel Cell, o veículo é alimentado por um sistema inteligente de célula de combustível e baterias de polímero de lítio, que permitem que o modelo funcione durante todo dia sem necessidade de reabastecimento.


O novo táxi londrino é capaz de atingir a velocidade máxima de mais de 80 km/h e percorrer mais de 400 km com o tanque cheio de hidrogénio.


"O táxi preto é um ícone de Londres, mas é também uma fonte significativa de poluição, especialmente no centro da cidade. O Black Cab Fuel Cell, que emite apenas água, mostra como a tecnologia de hidrogénio poderá em breve ter um papel vital na limpeza da qualidade do ar para a população urbana", afirmou o vice presidente da câmara de Londres, Kit Malthouse.


Cinco unidades do Black Cab entrarão em circulação na cidade ainda este ano, mas a ideia é que toda frota de táxi em Londres tenha zero de emissões de poluentes até 2020.

domingo, 6 de junho de 2010

Fiat mostra Panda a hidrogénio


A Fiat apresentou o protótipo do Panda a célula de combustível de hidrogénio - o Panda Hydrogen, no Rio de Janeiro.


O sistema de célula de combustível produz energia elétrica com eficiência, sem a emissão de gases poluentes. Na potência máxima, o motor fornece 60 KW, permitindo que o carro atinja uma velocidade máxima de 120 km/h.


A aceleração de 0 a 50 km/h ocorre em cinco segundos - resultado considerado muito bom para um veículo em desenvolvimento que utiliza esta tecnologia. A capacidade do tanque de hidrogénio possibilita que o Panda tenha uma autonomia de mais de 200 quilómetros no ciclo urbano, também compatível com as necessidades actuais.


Todas as características do habitáculo do Panda Hidrogênio são iguais às do modelo convencional. O espaço para quatro pessoas foi mantido, assim como a disposição do painel e mostradores. O porta-malas também não foi prejudicado, já que todo o dispositivo de tracção está no compartimento frontal do motor.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Hidrogénio continua a ser opção válida para a mobilidade de baixo carbono


O Conselho Europeu para a Competitividade sublinhou, na reunião que teve lugar ontem, nas suas conclusões sobre a Estratégia Europeia para Veículos Limpos e Eficientes que os veículos movidos a hidrogénio continuam a ser uma opção válida para a mobilidade de baixo carbono, a médio prazo, à medida que o veículos e o combustível se tornem mais acessíveis.


Por outro lado, a entidade lembrou também que os veículos a hidrogénio e os veículos eléctricos são mutuamente complementares. A médio prazo, os veículos a hidrogénio são altamente promissores para uma economia de ultra-baixo carbono, tendo em conta que têm potencial para: enfrentar os desafios das alterações climáticas e da dependência de combustíveis fósseis; reduzir a poluição local do ar e ruído proveniente do transporte e, consequentemente, contribuir para melhorar a qualidade do ar, em particular nas cidades e zonas urbanas; permitir sinergias com as redes inteligentes e, portanto, promover fontes renováveis de energia e oferecer a possibilidade de armazenamento de energia; oferecer uma oportunidade para revitalizar o tecido industrial na Europa, promovendo a inovação, crescimento e o emprego; contribuir significativamente para o objectivo da descarbonização dos transportes.


O Conselho também sublinhou a necessidade de foco na excelência da investigação, a fim de assegurar o financiamento da investigação, incluindo o armazenamento de energia e tecnologias de conversão, tais como baterias, pilhas de combustível e as respectivas infra-estruturas necessárias.Finalmente, o Conselho "convida a Comissão a consultar os Estados-Membros e as partes interessadas e avançar rapidamente com orientações sobre potenciais incentivos financeiros para os consumidores comprarem veículos «verdes», a fim de estimular a captação de mercado de veículos não poluentes e energeticamente eficientes, sem dar preferência a qualquer tecnologia específica, bem como explorar o potencial de contratos públicos e de compras agrupadas para as frotas de veículos de grande porte dentro do quadro jurídico existente em matéria de contratos públicos.


Consulte aqui o documento na íntegra.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Portugal pede apoio à Comissão Europeia para carros eléctricos


Portugal, Alemanha, Espanha e França enviaram uma carta conjunta à Comissão Europeia a solicitar apoio financeiro para projectos-piloto sobre a mobilidade eléctrica, de modo a chegar a um modelo definitivo em 2011.


«Consideramos que o veículo eléctrico tem de ser colocado no centro das perspetivas de desenvolvimento e competitividade», diz o comunicado conjunto, emitido a partir da reunião dos ministros europeus da indústria, e citado pela Lusa.


«O carro eléctrico não é só uma solução para uma mobilidade eficiente e sustentável, mas uma oportunidade importante para a indústria europeia automóvel e sectores conexos, como as tecnologias de informação e comunicação, assim como a produção e distribuição de energia», acrescenta a nota.


Na mesma comunicação, os quatro países pedem ao executivo comunitário apoio financeiro a projectos-piloto deste tipo, especialmente os que envolvem vários países, «porque dão uma contribuição prática para o desenvolvimento de normas comuns e ajudar a remover as restantes barreiras da mobilidade transfronteiriça».